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A covid-19 ganhou a Super Bowl? Críticos apontam o dedo à ausência de distanciamento social e aos muitos fãs sem máscara

Os críticos do comportamento irresponsável rapidamente arranjaram um hashtag para denunciarem a situação no estádio. #SuperSpreaderBowl começou a espalhar-se pelo Twitter com críticas aos espetadores sem máscara e à falta de espaço entre as pessoas nas bancadas

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Mike Ehrmann/Getty

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A Super Bowl número 55 não foi exatamente igual à 54 e foi definitivamente diferente da 53. Há uma pandemia que exige regras e comportamentos diferentes. Mas os 22 mil fãs que se encaixaram no estádio Raymond James, em Tampa, no domingo, acabaram por ganhar ao que se passava em campo, pelo menos em protagonismo nas redes sociais.

Dezenas de utilizadores do Twitter que assistiam ao jogo em casa começaram cedo a referir o que as imagens mostravam: bancadas demasiado cheias e pessoas sem máscara a assistir ao vivo, em tempos de pandemia, ao evento desportivo do ano nos EUA. "A Covid ganhou a Super Bowl", lê-se em alguns comentários.

Várias precauções foram tomadas para que pudesse haver adeptos no estádio, incluindo um limite máximo de espetadores de 30% em relação à capacidade do recinto. Também as máscaras eram obrigatórias do princípio ao fim do evento, exceto quando estivessem a comer ou a beber. Eram. O que a televisão mostrou foi que havia muitas caras descobertas entre a multidão.

A CBS Sports fez notar que as bancadas poderiam parecer mais cheias do que na realidade estavam, uma vez que, a somar aos espetadores de carne e osso, havia também 30 mil lugares ocupados por adeptos de cartão. Para além disso, 7.500 dos 25.000 fãs eram trabalhadores do setor da saúde, já vacinados, convidados pela NFL para assistir ao jogo.

Nada disso impediu as críticas no Twitter. Alguns dos comentários referiam o receio de que a Super Bowl se tornasse um dos eventos americanos a provocar mais infeções pela Covid19. A presidente da câmara de Tampa, Jane Castor, emitiu uma ordem para que fosse obrigatório o uso de máscara, não só no estádio como em todas as diversões à volta do evento, mesmo nos dias a seguir ao jogo.

Na noite anterior, durante uma festa fora do estádio, milhares de fãs ignoraram as medidas decretadas. De acordo com o “The New York Times”, pelo menos um agente policial foi atirado ao chão pela multidão.

A festa após o jogo não correu melhor. De acordo com o jornal, não foi imediatamente claro quantas pessoas foram presas após o evento ou se a Polícia emitiu qualquer multa por violação das regras, principalmente pela não-utilização de máscara.