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Agora sim, é o fim. Manny Pacquiao deixa de ser pugilista para tentar ser presidente das Filipinas

"É-me difícil aceitar que a minha carreira no boxe tenha terminado", disse Manny Pacquiao, de 42 anos, numa mensagem de vídeo publicada no Twitter. O filipino retirou-se oficialmente dos ringues para se dedicar à vida política no seu país

Lusa

JP Yim/Getty

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O famoso pugilista filipino Manny Pacquiao anunciou, na madrugada desta quarta-feira, o fim da carreira após décadas no ringue, classificando a decisão como a "mais difícil" da sua vida.

"É-me difícil aceitar que a minha carreira no boxe tenha terminado", disse Pacquiao, de 42 anos, numa mensagem de vídeo publicada na rede social Twitter. "Hoje anúncio a minha reforma", acrescentou.

Esta declaração surge dez dias após o lendário pugilista, que se tornou um herói nacional, ter anunciado a candidatura às eleições presidenciais de maio de 2022 nas Filipinas.

Manny Pacquiao, que cresceu nas ruas antes de se tornar uma estrela internacional, afirmou ser candidato algumas semanas depois a sua última luta profissional, uma derrota a 22 de agosto em Las Vegas contra o cubano Yordenis Ugas.

O filipino começou a sua carreira profissional em janeiro de 1995 com uma bolsa de 1.000 pesos (19 euros) antes de acumular uma fortuna estimada em mais de 500 milhões de dólares.

O pugilista, casado e com cinco filhos, agradeceu aos milhões de fãs em todo o mundo e prestou uma homenagem especial ao treinador de longa data, Freddie Roach, dizendo que o considera um membro da "família, um irmão, um amigo".

Manny Pacquiao entrou para a política em 2010, quando foi eleito deputado, antes de se tornar senador em 2016. Por vezes, suscitou controvérsia com as suas declarações anty-gay ou a favor da pena de morte.

Ainda assim, é muito popular no arquipélago de 110 milhões de pessoas, onde, apesar de ter nascido em extrema pobreza, a generosidade e o sucesso alcançado são profundamente admirados.

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