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Pichardo: “Já sou campeão olímpico, mas falta um bocadinho mais. Tenho que ser campeão do meu país e depois é conquistar o mundo”

O atleta português que levou a medalha de ouro do triplo salto dos Jogos do Japão disse, esta quarta-feira, numa visita à sede do Comité Olímpico de Portugal, que o objetivo é "ganhar tudo e dar mais medalhas" ao país. Pedro Pablo Pichardo confessou, também, que já tem Paris na cabeça

Lusa

Cameron Spencer/Getty

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O atleta Pedro Pichardo, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, revelou, esta quarta-feira, ambicionar sagrar-se campeão nacional, estrear-se na conquista de títulos europeus e mundiais e bater o recorde do mundo do triplo salto, alcançando os 18,40 metros.

“Tenho Mundiais e o Campeonato da Europa no próximo ano. O primeiro passo é ser campeão nacional e depois é pensar nas provas lá fora. Mesmo já sendo campeão olímpico, tenho que ser campeão do meu país e depois é conquistar o mundo”, afirmou o atleta luso-cubano, que visitou pela primeira vez o Comité Olímpico de Portugal (COP).

Pichardo falava durante a cerimónia de entrega do gesso da moeda comemorativa da participação de Portugal nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 por parte da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), representada por Gonçalo Caseiro, presidente do conselho de administração da INCM, e Alcides Gama, administrador da INCM.

O campeão olímpico do triplo salto ainda não tem o calendário competitivo para 2022 fechado, mas acredita que vai voltar a competir em fevereiro em território nacional, antes de disputar as provas internacionais, para as quais tem objetivos bem definidos.

“O objetivo é tentar ganhar tudo e tentar dar mais títulos ao país. Ainda falta no meu currículo o ouro nos Mundiais, no Campeonato da Europa ao ar livre e bater o recorde do mundo. Ainda falta muita coisa... Já sou campeão olímpico, mas ainda falta um bocadinho mais”, sublinhou, confessando que, “se continuar em boa forma e com saúde”, pode “conseguir esses objetivos na próxima época.”

A meta, depois dos 17,98 metros em Tóquio, é chegar aos 18,40 metros, superando o máximo mundial do britânico Jonathan Edwards (18,29). “O meu pai [treinador] já disse que é um bocadinho mais que 18,40 metros. Tenho que saltar para que ele fique feliz e eu também, que seria bater o recorde do mundo”, frisou.

Apesar de o ouro olímpico ainda ser recente, o saltador confessa já ter em mente os Jogos Olímpicos Paris2024 e deixa um aviso: “Paris já está na minha cabeça e, como disse em Tóquio, não vou ficar por aqui. Sou campeão, mas vou tentar ganhar o máximo de títulos que for possível. É isso que quero fazer.”

De visita ao COP, na companhia do presidente José Manuel Constantino, Pichardo manifestou o “grande orgulho” por ver a sua imagem “ao lado de grandes campeões portugueses, que têm muitos títulos e méritos”, deixando ainda, uma vez mais, uma palavra de agradecimento ao país que representa desde 2019.

“Estar numa coluna histórica [onde estão expostas as fotografias de Carlos Lopes, Rosa Mota, Nélson Évora, entre outros] é um grande orgulho e estou muito feliz. Sei que é um reconhecimento. Sinto-me muito orgulhoso e com uma eterna gratidão ao país, por me ter dado a oportunidade de o representar. Vou sempre agradecer ao país, ao povo e ao Benfica, que me ajudou sempre muito, pela oportunidade que me deu”, destacou o campeão olímpico.