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Suni Lee, medalhada olímpica, diz ter sido vítima de ataque racista: “Estava tão zangada, mas não havia nada que eu pudesse fazer”

Ao revelar ter sido vítima de um crime de ódio racial, Sunni Lee acabou por lançar a conversa em torno da comunidade asiática nos Estados Unidos, que tem vindo a reportar cada vez mais casos. A ginástica conquistou três medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, incluindo o ouro no all-around

Rita Meireles

Amin Mohammad Jamali/Getty

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A ginasta norte-americana Suni Lee, vencedora de uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, revelou, em entrevista à "PopSugar", ter sido vítima de um ataque racista.

Tudo aconteceu no passado mês de outubro, em Los Angeles, onde se encontrava a gravar o programa “Dancing with the Stars”. Lee, de 18 anos, estava à espera da sua boleia para casa com um grupo de amigos quando um carro passou por eles e os passageiros começaram a gritar insultos racistas contra a comunidade asiática, como “volta para o teu país”.

Um dos passageiros foi mais longe e, de acordo com a ginasta, chegou mesmo a atingi-la no braço com spray pimenta.

"Estava tão zangada, mas não havia nada que eu pudesse fazer ou controlar porque eles foram embora", recorda Lee. "Não lhes fiz nada e, tendo a reputação [para proteger], é muito difícil porque não queria fazer nada que me pudesse meter em problemas. Apenas deixei acontecer”.

O racismo contra pessoas asiáticas tem vindo a aumentar desde que a pandemia causada pela covid-19 começou — o ex-presidente, Donald Trump, optava por chamar o Sars-Cov-2 de “vírus chinês”.

Entre 19 de março de 2020 e junho de 2021, a associação Stop AAPI Hate, que acompanha e responde aos crimes de motivação racial contra os asiáticos-americanos e comunidades das ilhas do Pacifico, recebeu mais de 9 mil denúncias relativas a crimes de ódio racial.