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Miguel Oliveira sai em 17.º, quer arrancar bem e chegar aos pontos

Prova arranca este domingo.

Lusa

Mirco Lazzari gp

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Miguel Oliveira (KTM) vai arrancar domingo da 17.ª posição da grelha de partida para o Grande Prémio do Qatar de MotoGP, que marca a estreia do piloto português na classe rainha do motociclismo de velocidade.

O piloto português ficou-se pela primeira das duas sessões de qualificação (Q1), já que só os 12 melhores participam na segunda, depois de ter realizado a sua melhor volta em 1.55,122 minutos.

O almadense foi oitavo desta sessão, o segundo melhor dos quatro pilotos da KTM, imediatamente atrás do espanhol Pol Espargaró (1.54,740 minutos), piloto oficial da marca austríaca.

"Com o segundo jogo de pneus macios o desempenho foi melhor, mas não consegui fazer uma volta limpa, pois apanhei alguns pilotos [o italiano Andrea Iannone e o checo Karel Abraham] . Foi uma pena não ter conseguido melhorar o tempo. Não sei se conseguiria subir alguma posição, mas havia potencial para ser três décimas de segundo mais rápido. Mas estou satisfeito", lamentou o piloto português.

Já na manhã de hoje, Miguel Oliveira conseguira o 20.º melhor tempo na terceira sessão de treinos livres, com o tempo de 1.55,557 minutos.

Na qualificação, o espanhol Maverick Viñales (Yamaha) foi o mais rápido, garantindo a 'pole position' para a corrida inaugural do Mundial de MotoGP, com o tempo de 1.53,546 minutos, sendo 0,198 segundos mais rápido do que o italiano Andrea Dovizioso (Ducati) e 0,199 segundos do que o espanhol Marc Márquez (Honda), campeão em título.

Com estes resultados, o piloto português da KTM parte da sexta linha da grelha de partida, entre Pol Espargaró e o espanhol Tito Rabat (Ducati).

"O 17.º lugar não é a pior posição em que já estivemos. Por esse lado, é positivo. Vou tentar fazer um bom arranque e chegar às posições que dão pontos [a partir do 15.º lugar] . O objetivo é esse. Os arranques em MotoGP são bastante diferentes dos de Moto2. Será importante perceber como fazer a primeira volta com o tanque cheio, onde travar e quais as trajetórias ideais", explicou Oliveira, que em 2018, ainda em Moto2, foi o piloto que mais posições conquistou nas partidas.

A corrida do Qatar é a única de todo o campeonato disputada de noite e, por estes dias, as temperaturas têm estado mais baixas, o que prejudica as condições de aderência das motas e tem originado bastantes quedas, mas o português está confiante em ultrapassar esse obstáculo.

"Quando as condições de aderência não são as melhores temos tido um bom ritmo. Ainda não conhecemos o pneu, precisamos de mais informação. No entanto, a mota mantém um bom desempenho com o pneu usado", explicou, dizendo ter ainda de "trabalhar no ritmo de corrida para terminar nos pontos".

O Grande Prémio do Qatar é a primeira das 19 provas do Mundial de MotoGP.