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Participação de Miguel Oliveira no GP São Marino ainda está em risco

Piloto português tem uma lesão num tendão do ombro direito, consequência da queda provocada por Johann Zarco no GP Grã-Bretanha. Só na sexta-feira, dia dos primeiros treinos livres em Misano, será tomada uma decisão final sobre a participação do líder da Tech3

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Mirco Lazzari/Getty

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Miguel Oliveira ainda não tem assegurada a participação no GP São Marino, no próximo fim de semana, já que ainda não se encontra totalmente recuperado de uma lesão num tendão do ombro direito, consequência da queda no GP Grã-Bretanha, há três semanas, quando foi atirado fora da pista por Johann Zarco (KTM).

Hervé Poncharal, patrão do piloto português na Tech3, foi o porta-voz dessas preocupações, no habitual briefing que antecede as provas do Mundial de MotoGP. “Chegamos a Misano com algumas preocupações, porque como todos nos lembramos, o Miguel foi atingido por outro piloto em Silverstone e apesar de inicialmente termos pensado que estava tudo bem depois daquele acidente desnecessário, em Portugal ele descobriu que tinha um tendão lesionado no ombro direito”, começa por dizer o francês.

A lesão acabou, dias depois, por não permitir a Miguel Oliveira terminar os testes na pista onde este fim de semana vai decorrer a etapa de São Marino, altura em que a equipa começou a temer pela participação do português nos GPs de São Marino e Aragão.

“Tenho falado quase diariamente com o Miguel, ele parece estar a recuperar, mas só na sexta-feira, durante os treinos livres, é que vamos saber se ele poderá correr. Para nós é um grande contratempo, porque o Miguel está a pilotar cada vez melhor desde o regresso depois da paragem de verão”, frisa Poncharal, que diz que toda a Tech3 está “a fazer figas” para que Miguel esteja pronto para correr em Misano.

O piloto português sublinha também que tem feito “muita fisioterapia” nas últimas semanas, em que consultou também vários especialistas para acelerar a recuperação. “Estou a esforçar-me ao máximo para estar a 100% em Misano. Normalmente estas lesões levam algum tempo a tratar, mas estou muito otimista”, diz o português, a apenas quatro dias dos primeiros treinos no GP São Marino.