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Mundial de superbikes de volta ao Estoril

Os pilotos portugueses Tomás Alonso e Miguel Santiago vão estar presentes na prova no Circuito do Estoril

Lusa

Ker Robertson

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O campeonato do mundo de superbikes vai decorrer, pela terceira vez, no Circuito do Estoril, onde os pilotos portugueses Tomás Alonso e Miguel Santiago vão tentar a qualificação para a corrida principal na categoria Superbike 300.

Além dos dois jovens portugueses, a última prova do Mundial de superbikes, que visitou o Estoril em 1988 e 1993, poderá ainda contar com a participação de Pedro Fragoso nas Super Sport 300.

Depois da qualificação na prova do campeonato do mundo em Portimão, Tomás Alonso, que lidera o nacional, ambiciona repetir a experiência no Autódromo do Estoril.

“O objetivo vai ser como em Portimão, primeiro qualificar-me para a corrida principal e depois tentar fazer um grande resultado. Não há muita tática, vou dar tudo de início ao fim. Sabemos que é muito complicado nas Super Sport 300, porque são muitos pilotos e todos querem ganhar, mas vou dar o meu melhor e tentar trazer um bom resultado para mim e para Portugal”, avançou Alonso.

Já Miguel Santiago, que compete no campeonato espanhol, nunca disputou nenhuma corrida do Mundial e não esconde estar “muito entusiasmado com esta prova.”

“Desde há um ano que ando a sonhar com isto, a equipa sempre trabalhou comigo para conseguirmos um bom ‘set up’ para a mota, para me habituar rápido a esta categoria e subir para o Mundial o mais rápido possível. Graças à Federação de Motociclismo de Portugal e à minha equipa vou conseguir participar no Mundial no Estoril e vou dar o meu melhor. Vou dar tudo do início ao fim para aprender com os melhores do mundo e tentar me classificar”, defendeu Miguel Santiago, reconhecendo que a “falta de experiência será uma dificuldade acrescida, mas o objetivo é aprender o máximo possível”.

Manuel Marinheiro, presidente da Federação de Motociclismo de Portugal, além de destacar o trabalho e empreendedorismo de Jorge Viegas, presidente da Federação Internacional de Motociclismo, e a capacidade organizativa em Portugal, nomeadamente em Cascais, lembra que estão a ser feitos “todos os possíveis” para os pilotos lusos mais novos “poderem participar” nas provais internacionais.

“É um nível elevadíssimo, mas é a melhor forma de evoluírem e essa é também a nossa função. O foco da Federação é essencialmente os nossos pilotos, dar a oportunidade de competir com os melhores a nível mundial”, frisou o Manuel Marinheiro.

Já Frederico Nunes, vereador do desporto da Câmara Municipal de Cascais, apontou para a importância de Cascais receber estas duas provas, o campeonato do mundo de superbikes e as 12 horas Estoril, última prova do Mundial de motociclismo de resistência, ambas apresentadas hoje na Marina de Cascais.

“É um orgulho para Cascais e para Portugal receber todas estas provas internacionais. Têm os olhos postos em Cascais, temos vindo a demonstrar que somos bons a organizar e a acolher. Se não fomos os primeiros, fomos dos primeiros a receber, em tempos de pandemia, e organizar uma prova de motociclismo”, sublinhou o vereador.