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MotoGP. Quando a brincadeira do ioiô acabou, Miguel Oliveira passou às coisas sérias

Franco Morbidelli conquistou o GP de Teruel, em Espanha. O português Miguel Oliveira terminou em 6.º lugar, duas posições acima da que largou da grelha de partida, depois de ter estado envolvido num duelo demorado com Fabio Quartararo

Pedro Candeias

NurPhoto

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Havia alguma expectativa em perceber o que iria fazer Takaaki Nakagami, a primeira pole position para Honda em 2020, a primeira de um piloto japonês desde Makoto Tamada, em Valencia (2004). Mas no GP de Teruel, um lugar no meio de nenhures em Aragão (Espanha), Nakagami também caiu pela primeira vez em 2020 e na primeira volta, uma queda que aconteceu isolada, pelo que o nipónico poderá ter sucumbido à pressão - nas corridas anteriores esta época, Nakagami concluíra todas no top10.

Depois disso, Franco Morbidelli (Yamaha) assaltou a liderança do GP espanhol, que dominou a partir desse momento até final; em segundo e terceiro classificados ficaram Álex Rins (Suzuki) e Joan Mir (Suzuki), que lidera o Mundial sem nenhuma vitória somada no campeonato. O espanhol tem 137 pontos e atrás dele sequem Fabio Quartararo (123p, 8.º na prova) e Maverick Vinãles (118, 7.º na prova).

O português Miguel Oliveira (KTM), que largou do 8.º posto da grelha, terminou o Grande Prémio em sexto. O piloto de Almada envolveu-se num duelo ioiô com Quartararo na luta pelo 8.º lugar e, quando finalmente conseguiu deixar o adversário para trás, conseguiu galgar posições até final.

Oliveira, que partiu da oitava posição, terminou a 12,953 segundos do vencedor, o italo-brasileiro Franco Morbidelli (Yamaha), que bateu os espanhóis Alex Rins (Suzuki) e Joan Mir (Suzuki). Almeida mantém o décimo lugar no Mundial, com 79 pontos.

Próxima paragem: Grande Prémio da Europa, no circuito Ricardo Torno (Espanha), a oito de novembro.