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MotoGP no Algarve. À terceira, finalmente com público, no adeus a Valentino Rossi

O Mundial de MotoGP regressa a Portimão, na última oportunidade de ver Valentino Rossi correr em Portugal

Lídia Paralta Gomes

Rossi anunciou que esta será a sua última temporada

Jennifer Lorenzini/REUTERS

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Até às últimas cinco voltas do GP Emilia Romagna, em Misano (Itália), há duas semanas, tudo indicava que o Mundial de MotoGP iria definir-se em Portimão — e não há maior honra para um circuito do que coroar um campeão do mundo. Mas a queda do italiano Francesco Bagnaia (Ducati) e o 4º lugar de Fabio Quartararo fecharam desde logo as contas do campeonato na categoria rainha do motociclismo de velocidade: o jovem francês da Yamaha chega a Portugal já com o título no bolso e a festa terá sido de tal maneira farta e rija que o primeiro campeão não-espanhol de MotoGP em nove anos entrou no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), na quinta-feira, ainda sem voz.

É a terceira vez no espaço de menos de um ano que o Mun­dial para no Algarve. A primeira aconteceu no final de 2020, com vitória então para Miguel Oliveira, numa prova em que fez pole e liderou do início ao fim. A segunda passagem foi já esta temporada, em abril. Com a pandemia a obrigar a cancelamentos de corridas na Ásia e América do Sul, Portimão abriu novamente as portas à competição e, à terceira, finalmente haverá público nas bancadas — já foram vendidos mais de 50 mil bilhetes, num fim de semana em que cerca de 115 mil pessoas deverão passar pelo AIA. Muitos para ver Oliveira, o português da KTM numa temporada com tantos altos e baixos quanto o traçado algarvio, mas muitos outros para engordar a já por si só gigante onda amarela, uma onda que há mais de duas décadas acompanha Valentino Rossi e que não vai querer perder um dos últimos rodeos do italiano, muito provavelmente o mais importante e influente piloto da história do motociclismo — que Giacomo Agostini nos perdoe.