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Mourinho, as usual: “Apenas fiz um gesto. Provavelmente não o deveria ter feito. Com a minha família insultada, reagi assim”

Já no final o encontro, quando os jogadores de ambas equipas se dirigiam para os balneários, o treinador português espicaçou - no seu estilo habitual - os adeptos italianos presentes no Allianz Stadium e levou a mão à orelha, pedindo-lhe que falassem mais alto. Escusado será dizer que esta atitude causou polémica

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STEFANO RELLANDINI / Reuters

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Depois de ter estado a perder com a Juventus, o Manchester United de José Mourinho acabou por dar a volta ao marcador. Como é hábito, num jogo de alta tensão na Liga dos Campeões, não faltaram insultos entoados pelos adeptos com menos “fair-play”.

Já no final da partida, quando os jogadores de ambas equipas se dirigiam para os balneários, o treinador português espicaçou - no seu estilo habitual - os adeptos italianos presentes no Allianz Stadium e levou a mão à orelha, pedindo-lhe que falassem mais alto. Escusado será dizer que esta atitude causou polémica.

No final dos 90 minutos, Mourinho explicou-se. “Fui insultado durante 90 minutos. Vim aqui para fazer o meu trabalho, nada mais. Não ofendi ninguém, apenas fiz um gesto que indicava que os queria ouvir falar mais alto. Provavelmente não o deveria ter feito, e de cabeça fria talvez não o teria feito. Mas com a minha família insultada, e até mesmo a minha família do Inter, reagi assim. Não os insultei, respeito a Juventus, os jogadores da Juventus, o treinador da Juventus, e tudo que tenha a ver com a Juventus”, afirmou, em declarações à “SkyItalia”.

Massimiliano Allegri, treinador da Juventus, foi um dos presentes em Turim que não gostou do gesto de Mourinho. “Se eu teria reagido como Mourinho? Não. Teria abandonado de imediato o relvado para evitar reações. Por vezes zango-me com a minha equipa quando eles adormecem”, afirmou o treinador.

Questionado a propósito do resultado (a derrota por 2-1), Allegri confessou que estar desapontado com as oportunidades que a equipa desperdiçou para “matar” o jogo. “Foi uma derrota desapontante, mas temos de melhorar a fase da implementação porque nunca conseguimos matar o jogo nestas ocasiões importantes. Não tínhamos de ter dado aquele livre direto ao Manchester United [que resultou no golo de Juan Mata]. Concedemos muitas oportunidades e foi essa a única maneira de o United nos marcar. Mas a equipa esteve bem, continuamos na liderança do grupo e temos dois jogos pela frente que nos permitem acabar em primeiro e garantir o apuramento”, disse.