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Mundial 2018

Spasiba, Sochi

Neste espaço encontrará crónicas do quotidiano de uma portuguesa radicada à condição na Rússia para efeitos do Mundial 2018. Esperam-se algumas dificuldades comunicacionais e extravagâncias locais

Lídia Paralta Gomes

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Depois de meses de frio e chuva, é preciso chegar à Rússia para sentir aquele primeiro bafo de calor que chega quando se abre uma porta. Neste caso, a porta automática do aeroporto de Sochi, cidade costeira que, dizem, é a cidade subtropical mais a norte deste nosso planeta. Assimilada a curiosidade de estar numa cidade subtropical na Rússia, tento perceber onde está o meu táxi. Uma tarefa que na Rússia pode assumir proporções épicas. Entre gestos e duas ou três palavras em inglês, aí está ele: jovem, calções largos, boné vermelho, nada o seu típico taxista, but this is Russia.

Antes de falar, ele liga o rádio. Os locutores falam inglês e só passa música latina. Há alguém que canta que está “sin su amor”. Denis finalmente olha para mim: “Welcome to the Russia!”. Saiu atrapalhado, mas foi simpático. O carro vai rolando a velocidade seguramente ilegal pela via rápida que serpenteia a costa do Mar Negro, do aeroporto em direção a Sochi. Denis não usa cinto, vai ultrapassando vários carros pela direita e beijando diversos traços contínuos. Welcome to the Russia. Às tantas, há fogo de artifício nos céus, saído de sabe-se lá de onde. “Look, look, is for you!” Obrigada, Denis. Cada vez mais me convenço que os únicos russos antipáticos são mesmo os que nos fazem cara feia na fronteira.

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