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Karl-Anthony Towns perdeu a mãe e mais seis familiares para a covid-19: “Vi muitos caixões nos últimos sete meses”

Poste dos Minnesota Timberwolves confessou as dificuldades que está a sentir na preparação para a nova época da NBA, depois das várias tragédias familiares que viveu nos últimos meses e que começaram com a morte da mãe, em abril. Daí para cá, a covid-19 não tem dado tréguas à sua família

Lídia Paralta Gomes

Star Tribune via Getty Images/Getty

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Karl-Anthony Towns é um dos mais talentosos bigmen da NBA. Número 1 do draft em 2015, é a maior figura dos Minnesota Timberwolves e agora que as equipas se preparam para a nova época, que arranca a 22 de dezembro, confessou o verdadeiro pesadelo que tem vivido nos últimos meses, com a covid-19 a não dar tréguas na sua família. E de como a tragédia está a tornar demasiado complicado o seu regresso à competição.

Tudo começou com a morte da mãe, Jacqueline, de apenas 58 anos, ainda nas primeiras semanas da pandemia, em abril. Daí para cá, mais seis familiares do poste de 25 anos morreram infetados com a covid-19. “Ainda na última noite telefonaram-me a dizer que o meu tio tinha morrido”, disse o jogador durante uma vídeo-conferência com os jornalistas que acompanham os Wolves. Também o seu pai esteve infetado, mas conseguiu recuperar.

“Vi muitos caixões nos últimos sete meses. Muitos familiares do lado da minha mãe foram infetados. Sou eu que ando à procura de respostas, a tentar perceber como posso mantê-los saudáveis. É muita responsabilidade para mim manter a minha família bem informada e fazer tudo para os manter vivos”, disse ainda o basquetebolista, que tem feito vários vídeos nas redes sociais a alertar para os perigos da doença - os Estados Unidos são o país mais afetados pela pandemia.

“Eu só quero que as pessoas não tenham de sentir aquilo que eu senti. Quero que elas possam evitar passar por aquilo que eu passei. Os vídeo servem para que as pessoas se protejam e estejam bem informadas, mesmo que eu saiba que isso vá tirar o que há de mais emocional em mim”, sublinhou ainda Towns.

O iminente regresso da NBA não parece trazer qualquer consolo ao jogador, agora que não terá a presença da mãe nas bancadas, ela que raramente perdia um jogo em casa dos Timberwolves: “Sempre que via a minha mãe na bancada isso fazia-me sorrir, ver que ela estava a passar um bom bocado ao ver-me jogar. Vai ser difícil jogar, não consigo dizer que o basquetebol possa ser uma terapia. Acho que nunca mais vai ser uma terapia. Mas pelo menos dá-me a oportunidade de reviver as boas memórias que tenho”.

Os Minnesota Timberwolves estreiam-se na nova temporada da NBA no dia 23, contra os Detroit Pistons.