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O prémio de MVP de Giannis, os desafios de Kobe Bryant e o campeão inevitável

Na estreia de todos os jogadores, menos um, numa final da NBA, foram vários os nomes que deixaram a sua marca. Ainda assim, foi Giannis quem dominou a final e chegou ao título de MVP

Rita Meireles

Jonathan Daniel

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Passaram 50 anos desde que os Milwaukee Bucks se sagraram campeões da NBA pela primeira vez. O mesmo número de pontos que Giannis Antetokounmpo precisou para devolver a glória à cidade do estado norte-americano de Wisconsin.

No jogo seis da final, o grego chegou aos 50 pontos, 14 ressaltos e duas assistências, que foram essenciais na vitória dos Bucks por 105-98, frente aos Phoenix Suns. Além disso, contribuíram para a conquista do seu primeiro título de campeão da NBA e de MVP (jogador mais valioso) das finais.

Tudo isto, recorde-se, depois de uma lesão nos jogos da final da conferência Este, que o deixaram em dúvida para a final.

Giannis cumpriu dois desafios na madrugada desta quarta-feira. O primeiro foi de Kobe Bryant: o norte-americano tinha desafiado, em 2017, o grego a chegar ao título de MVP, que aconteceu em 2019 e 2020; depois disso, em 2019, desafiou-o a vencer o campeonato, o que aconteceu agora.

O segundo desafio foi Giannis que o colocou a si próprio, ao prometer não deixar Milwaukee até conseguirem construir uma equipa capaz de vencer o campeonato. E assim foi.

A equipa foi determinante para o triunfo dos Bucks. Khris Middleton, que tinha sido decisivo no jogo quatro, e Jrue Holiday, que assumiu esse papel no jogo cinco, terminaram o último jogo da final com 17 e 12 pontos, respetivamente. Bobby Portis saltou do banco para deixar a sua marca no jogo, com 16 pontos, e PJ Tucker fez o que melhor sabe fazer: defender.

Do lado dos Suns esta era supostamente a final de Chris Paul, um momento que demorou 16 épocas a chegar. No jogo seis, Paul mostrou que estava ali para ganhar, ainda que tenha estado mais apagado nos dois jogos anteriores - 26 pontos e cinco assistências fizeram dele o melhor da equipa do Arizona.

Devin Booker passou despercebido neste jogo, ao marcar 19 pontos. Algo que não lhe tira o título de um dos protagonistas desta final, depois da chuva de pontos que foi obrigando os Bucks a sofrer.

Jae Crowder, com 15 pontos, Cameron Payne, com 10, e Frank Kaminsky, com seis, foram importantes no último jogo da final para os Suns.

Entre todos estes nomes e os outros que representaram as duas equipas, apenas um sabia o que era jogar uma final da NBA. Jae Crowder marcou presença nos seis jogos da final da época passada, ao serviço dos Miami Heat, que saíram derrotados. O que quer dizer que, pela primeira vez desde 1977, nenhuma equipa desta final tinha um jogador com o título de campeão da NBA.

Há ainda um jogador que antes do jogo um já era campeão. Como? Torrey Craig fez 18 jogos ao serviço dos Bucks no início da época, mas acabou por sair para representar os Suns, o que o deixou elegível para receber o seu primeiro anel, mesmo com a sua equipa a sair derrotada.