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Há dois jogadores da NBA que não querem vacinar-se e que serão proibidos de jogar em casa por causa disso

São Francisco e Nova Iorque não permitem a entrada em pavilhões de pessoas não vacinadas contra a covid-19, incluíndo jogadores da NBA. Andrew Wiggins, dos Golden State Warriors, e Kyrie Irving, do Brooklyn Nets, ficam assim em risco de não poderem ajudar as suas equipas quando estas jogam no seu terreno

Lídia Paralta Gomes

Steven Ryan

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Andrew Wiggins e Kyrie Irving têm duas coisas em comum. Ambos são duas antigas primeiras escolhas no draft da NBA, embora com diferente sucesso. Se Irving é há anos um dos melhores bases da liga, campeão em 2016 e sete vezes All-Star, Wiggins ainda não confirmou todas as expectativas que caíam sobre si quando foi escolhido em 2014. Outra coisa que os une é o facto fazerem parte do ainda assim pequeno grupo de jogadores da NBA que recusam vacinar-se contra a covid-19.

A NBA não exige que os atletas se vacinem para a nova época, mas Wiggins e Kyrie poderão ser impedidos de ajudar as respetivas equipas nos jogos em casa, devido às leis impostas em São Francisco e Nova Iorque, onde é exigido certificado de vacinação para frequentar espaços fechados. Como pavilhões desportivos, por exemplo.

Andrew Wiggins é colega de equipa de Stephen Curry nos Golden State Warriors, que jogam no Chase Center de São Francisco. Segundo as diretivas da cidade, o atleta não pode entrar no pavilhão sem estar vacinado, pelo que o extremo não estará presente cada vez que os Warriors jogarem em casa. O jogador pediu uma exceção por motivos religiosos à NBA, que não acedeu ao requerimento.

Lachlan Cunningham

Mais complexo é o caso de Kyrie Irving, pela importância que o base tem nuns Brooklyn Nets com aspirações ao título. O caso específico de Irving foi alvo de uma reportagem da revista “Rolling Stone”, à qual o jogador não revelou se está ou não vacinado ou se tenciona fazê-lo, embora uma tia do jogador tenha confirmado que o jogador não se vacinou e que a sua decisão não tem bases religiosas "mas sim morais".

Ns redes sociais, Irving, que é vice-presidente do sindicato dos jogadores, segue páginas de conhecidos negacionistas e há “likes” seus em publicações que asseguram que a vacinação não passa de um plano de “sociedades secretas” para controlar a população negra - Irving foi em tempos notícia por defender que a terra é plana.

De acordo com a “Rolling Stone”, a teoria da conspiração que apresentava a vacina da Moderna como um forma de implementar um microchip foi amplamente falada entre jogadores em chats online e até nos próprios balneários dos pavilhões.

Ainda assim, a poucos dias das equipas se começarem a reunir dos campos de treinos para preparar a nova temporada, a NBA garante que cerca de 90% dos atletas estão vacinados. A “Rolling Stone” fala de um grupo de “cinquenta a sessenta” atletas que recusam vacinar-se contra a covid-19.

Julio Aguilar

A revista falou com Kareem Abdul-Jabbar, um dos melhores postes da história da NBA, que foi particularmente crítico com os jogadores anti-vacinas, a quem chamou de “arrogantes” por não acreditarem nos especialistas médicos.

“A NBA devia insistir que todos os jogadores e staff se vacinem ou então retirar essas pessoas das equipas. Não há lugar para jogadores que estão na disposição de arriscar a saúde e as vidas dos seus colegas de equipa, do staff e dos adeptos porque são incapazes de entender a seriedade da situação”, sublinhou ainda o decano, seis vezes campeão da NBA.