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NBA. Jogadores não-vacinados dos Warriors e dos Nets vão perder o salário nos jogos que falharem

O mesmo serve para qualquer jogador não-vacinado que falhe jogos em São Francisco e Nova Iorque, onde é obrigatório estar imunizado para entrar em espaços fechados. Kyrie Irving ou Andrew Wiggins podem perder cerca de metade do salário por não poderem estar nos jogos em casa. NBA com regras duras para jogadores que recusem a vacinação para a temporada que arranca em outubro

Lídia Paralta Gomes

Steven Ryan

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As cidades de São Francisco e Nova Iorque exigem vacinação a todos os cidadãos que queiram entrar em espaços fechados, o que poderá ter um imprevisível impacto em duas equipas da NBA na próxima temporada.

Isto porque os jogadores não-vacinados dos Golden State Warriors, que jogam em São Francisco, e dos Brooklyn Nets, cuja casa está em Nova Iorque, não poderão, de acordo com as regras, entrar nos seus próprios pavilhões, impossibilitando que joguem em pelo menos 50% dos jogos durante a época. Os New York Knicks não entram nestas contas, já que a equipa que joga no Madison Square Garden já anunciou que todos os jogadores, staff e empregados da equipa estão totalmente vacinados.

E mais que não darem o contributo às respectivas equipas, estes jogadores poderão levar um rombo considerável nos seus salários, depois da NBA anunciar que esses jogos não serão pagos.

“Qualquer jogador que escolha não seguir as regras locais sobre vacinação não será pago pelos jogos que falhar”, sublinhou Mike Bass, vice-presidente da NBA.

Os casos de Kyrie Irving, dos Nets, e de Andrew Wiggins, dos Warriors, serão os mais complicados de gerir para as respetivas equipas. Irving é um dos melhores bases da liga e peça-chave nuns Brooklyn Nets que querem chegar ao título. Já Wiggins foi na última temporada um dos melhores marcadores de Golden State. Ambos deveriam ganhar perto de 30 milhões de euros na próxima temporada, um valor que poderá baixar para metade caso mantenham a intenção de não se vacinarem.

O mesmo serve para atletas de outras equipas que venham jogar contra as três equipas das duas cidades com leis mais restritivas contra a covid-19.

Atletas não-vacinados com mais regras

Na última terça-feira, a NBA apresentou às equipas o protocolo de saúde e segurança para a temporada que arranca em outubro, que impõe regras apertadas para os jogadores não-vacinados, que nesta fase, e de acordo com números da própria liga, não serão mais de 10%, havendo mesmo já várias equipas com todo o plantel totalmente vacinado, nomeadamente os LA Lakers, os San Antonio Spurs, os Utah Jazz, os Portland Trail Blazers, os Houston Rockets, os Charlotte Hornets e os Oklahoma City Thunder.

Wiggins poderá perder todos os jogos em São Francisco

Wiggins poderá perder todos os jogos em São Francisco

Will Newton/Getty

Para as restantes equipas, haverá regras diferentes, de acordo com o documento, ao qual a agência Associated Press teve acesso.

Assim, os jogadores vacinados só serão testados em casos muito específicos (nomeadamente em caso de contacto próximo com um infetado) enquanto os não-vacinados continuarão a fazer testes regularmente. Os basquetebolistas que optaram por não se vacinar não poderão, por exemplo, comer na mesma sala que colegas e membros do staff que estejam imunizados, os seus cacifos deverão estar o mais afastados possível dos cacifos de quem tem a vacina e nas reuniões terão de estar afastados pelo menos 1,8 metros dos colegas.

A NBA quer ainda que os atletas não-vacinados permaneçam em casa nos períodos em que a sua equipa joga em casa e que não saiam dos hotéis durante os jogos fora. Exceções só para ir ao supermercado ou realizar tarefas como levar os filhos à escola. Idas a restaurantes, bares ou locais interiores com grandes aglomerados de pessoas são também violações às regras.

Na questão do isolamento em caso de contracto próximo, os jogadores vacinados não necessitarão de o fazer, apenas terão de ser testados durante sete dias. Já os jogadores não vacinados serão obrigados a isolar-se durante uma semana, o que depreenderá falhar jogos.

A liga revelou esta quarta-feira que a ideia de vacinação obrigatória para todos os jogadores teria de passar pelo crivo do sindicato dos jogadores - onde Kyrie Irving é, curiosamente, vice-presidente - mas a ideia foi rejeitada.

Estrelas vacinadas, mas sem vontade de serem bandeiras

LeBron James é um dos atletas mais conhecidos do planeta e na terça-feira revelou que se vacinou. Mas avisou logo que não fará qualquer apelo aos colegas que estão hesitantes para seguirem os seus passos - a vacinação, diz, tem de ser uma escolha pessoal, na qual não se quer meter.

Anthony Davis e LeBron James estão ambos vacinados

Anthony Davis e LeBron James estão ambos vacinados

Kevin C. Cox

“Acho que toda a gente deve escolher aquilo que sente que é certo para si e para os seus”, disse o jogador, que avançou ainda que tomou a vacina para proteger a família, embora inicialmente estivesse cético. “Mas, depois de fazer a minha pesquisa, senti que era o melhor que podia fazer”, sublinhou durante o media day dos Lakers, que marca o arranque da pré-época das equipas.

Giannus Antetokounmpo, dos Milwaukee Bucks, Anthony Davis, dos Lakers, e Damian Lillard, dos Portland Trail Blazers são algumas das estrelas da NBA que anunciaram que se vacinaram.

Lillard é outro dos atletas que acredita que a vacinação é uma escolha de cada um mas lembrou em conversa com a imprensa o sofrimento que a sua família passou devido à covid-19. “Pessoas da minha família morreram. Se há algo que me ajuda a proteger a mim próprio e às pessoas que eu amo, vou fazê-lo, é muito simples”, frisou o base, medalha de ouro olímpica nos recentes Jogos Olímpicos de Tóquio.