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O 1 é o número mais solitário que algum dia vais conhecer

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Lembram-se de "Magnólia", o filme? Não da cena da chuva de sapos, do início mesmo. Ou melhor, do que se segue ao início - no início mesmo há um narrador com voz de rádio dos anos 60 nos fala de uns casos bizarros de gente que acabou morta por coincidências do arco da velha, que ele diz não poderem ser only a matter of chance.

Só depois disso aparecem os créditos iniciais, num fundo preto, e as primeiras notas de órgão de "One", de Aimee Mann, que na verdade é um original de Harry Nilsson e já é a segunda vez que falo do Harry Nilsson nestas newsletters, Deus o tenha. A canção vai acompanhando-nos enquanto tomamos conhecimento daquelas personagens altamente solitárias e doridas que vamos seguir na maluquice que são as horas seguintes.

“One” fala disso mesmo, de solidão. Lembrei-me muitas vezes de “One” no domingo, porque, como canta Aimee Mann, o 1 é o número mais solitário que vamos conhecer.

Perguntem a Jurgen Klopp se isso não é verdade. No domingo, o Liverpool perdeu a Premier League por 1 ponto, porque ao longo da temporada teve uma derrota, uma, frente ao Manchester City, precisamente, que fez 98 pontos enquanto o Liverpool fez 97 pontos, o que daria para ser campeão em 25 temporadas da Premier League que, relembro, começou em 1992.

Mais: no terceiro dia do mês 1 de 2019, o Liverpool foi a casa do Manchester City com sete pontos de vantagem na frente da tabela. Quando tudo ainda estava a zeros, um lance meio atabalhoado acabou com John Stones, central do City, a salvar uma bola na linha de golo. Uma bola que não entrou por 1,17 centímetros. E o Liverpool acabaria por perder esse jogo por 2-1, numa cadeia de acontecimentos que poderiam muito bem estar naquele intro de “Magnólia” sobre coisas que não podem passar-se por a matter of chance, de tão bizarras que são.

O 1, de novo. O que teria acontecido se aquela bola tivesse avançado mais 1 centímetro? Por um se ganha e por um se perde, não é o que se diz?, e há 29 anos que o Liverpool não ganha o campeonato, o que tem de ser das coisas mais solitárias do Mundo.

O que nos traz cá, ao nosso Portugal e ao campeonato que se vai decidir no fim de semana. Porque o 1 é o que separa o Benfica do 37, o título nacional 37 leia-se, depois de um jogo em Vila do Conde em que houve polémica e nervos e emoção e uma vitória sofrida dos encarnados. Um ponto para ser campeão, num campeonato em que já esteve a sete, como também esteve o City em Inglaterra.

A coisa até se podia ter resolvido no domingo, o dia 1 da semana, mas o FC Porto foi vencer a casa do Nacional, atirando o Nacional de volta para a 2.ª liga e a decisão desta liga para a última jornada, em que a equipa de Sérgio Conceição recebe o Sporting, que por sua vez empatou com o Tondela e já não pode ser 2.º.

São dois os pontos que separam Benfica e FC Porto, o que não parece grande consolo para o FC Porto, até porque, tal como também ouvimos em “One”, o 2 é o número mais solitário a seguir ao 1. E por isso a história só será diferente da de Inglaterra se o Benfica perder com o Santa Clara e os dragões ganharem ao Sporting.

Tudo isto no próximo sábado - diz-nos a Sport TV, da Liga ainda nada sabemos. Aguenta coração.

O que se passou

Passou-se que o Sporting, depois de ser campeão europeu de futsal, também foi campeão europeu de hóquei em patins, ainda para mais em casa (e ainda para mais frente ao FC Porto).

Passou-se também que o Vitória minhoto vai à Europa e o Vitória do Sado vai manter-se na 1.ª Liga e que o Sp. Braga está a ter um final de época daqueles.

E passou-se que Lewis Hamilton não foi o mais rápido na qualificação, mas o foi o mais rápido na partida para o GP Espanha e no Circuito da Catalunha isso é tão ou mais importante do que uma pole.

E o que não se passou? Não se passou a fase de instrução do ataque à Academia de Alcochete, que era suposto começar esta segunda-feira de manhã.

Carta a Fabius Coriandri Maximus

Bruno Vieira Amaral escreve sobre Fábio Coentrão, ex-benfiquista e ex-sportinguista, atualmente no Rio Ave: "Um potro selvagem, um indomável caxineiro, incapaz de disciplinar as emoções e se isso, por um lado, a par das questionáveis opções de coloração capilar, é o que te distingue, por outro, torna-te um alvo fácil para os teus adversários"

"A vida do meu filho dependia de um saco de sangue de medula. Chorei, desenhei o nome dele em corações na areia, não fui ao Euro por ele"

A ida para o Benfica e as palavras de Jorge Jesus que o magoaram e fez questão de registar numa agenda, são recordados nesta segunda parte da entrevista, onde Carlos Martins se emociona várias vezes ao falar do drama que viveu por causa da doença do filho Gustavo, que precisou de um transplante de medula. O "homem bomba" também conta como destruiu o primeiro carro, aos 18 anos. <em>Esta é a segunda parte desta emocionada entrevista de Carlos Martins</em>

“À porta, o segurança perguntou: ‘Têm a certeza?’. Entrámos, homens aos beijos, era um bar gay. A primeira saída à noite correu tão mal...”

Aos 37 anos Carlos Martins explica na primeira pessoa como foi duro vir para Lisboa, sozinho, aos 11 anos, jogar no clube do coração, o Sporting. Confessa também que dois anos depois, pediu para voltar para casa por não aguentar as saudades dos pais e irmãos. E explica como as lesões constantes na perna direita, uma consulta na Alemanha e o departamento médico do clube de Alvalade acabaram por levar à sua saída, pela mão de Paulo Bento. Amanhã é publicada a segunda parte desta entrevista onde fala da doença do filho Gustavo, que precisou de um transplante de medula, do Benfica e de como Jorge Jesus foi o melhor e o pior treinador que teve. <em>Esta é a primeira parte deste longo Casa às Costas com Carlos Martins</em>

Tal como Rúben Dias, Um Azar do Kralj já só pensa em beber um barril de cerveja por um tubo de mangueira no final do próximo jogo

O Benfica venceu em Vila Conde e só depende de si próprio para conquistar o 37º título nacional na última jornada da Liga 2018/19 - e Vasco Mendonça já não consegue pensar em mais nada

A falta que fazem uns calções, uma pochette, uns trocos e uma bóia de salvação (por Insónias em Carvão)

A penúltima da jornada da Liga está decidida e Insónias em Carvão resume-a aqui - e ainda há espaço para um pouco de judo

Marcou, assistiu, mas, mais do que isso, teve ali uma espécie de receção orientada (Marega deixou feliz Lá Em Casa Mando Eu)

Catarina Pereira analisa os 14 jogadores que estiveram em campo na goleada do FC Porto ao Nacional que mantém os portistas na luta pelo título.

Renan esticou-se mais do que Joe Berardo e André Ventura rói-se de inveja da subtileza de Raphinha (as notícias, por Diogo Faro)

Ora, aqui vai um apanhado das melhores notícias, perdão, análises aos jogadores do Sporting que acabaram de empatar em Alvalade, contra o Tondela. Recomenda-se a leitura do texto que inclui várias referências atuais, cinematográficas ou apenas... [complete a frase]

"Fazemos o mesmo que os homens e não temos um terço do que eles têm. É um absurdo e revolta-me"

Dolores Silva foi campeã no Atlético Madrid há uma semana e este sábado joga a final da Copa da Rainha contra a Real Sociedad. Em entrevista à <strong>Tribuna Expresso</strong>, a n.º14 da seleção e dos <em>colchoneros </em>fala sobre o seu futebol, Paulo Futre e daquele jogo especial com quase 61 mil pessoas no Wanda Metropolitano

Zona Mista

"Existe falta, porque é que os árbitros aqui não têm coragem de fazer às equipas chamadas pequenas o mesmo que fazem às grandes? Há falta, tem que marcar falta, ponto final"

Fábio Coentrão, que já passou pelos maiores clubes de Portugal e arredores, sobre o quão difícil é voltar a jogar numa equipa, digamos, mais pequena, algo que já havia dito quando o Rio Ave recebeu o Sporting e voltou a frisar no domingo, depois do polémico Rio Ave-Benfica

O que aí vem

Segunda-feira, 13

Na Serie A, já mais que decidida para a Juventus, defrontam-se duas equipas que ainda nada têm decidido, Bolonha e Parma, de Bruno Alves, as duas ainda em risco de descer (18h, Sport TV1). Quem já desceu foi o Chievo, que joga em casa do Inter (20h, Sport TV1)

Na liga turca há um Besiktas-Alanyaspor (18h, Sport TV2).

No ténis, joga-se o Masters 1000 de Roma (a partir das 10h, Sport TV4).

Terça-feira, 14

Mais jogos do Masters 1000 de Roma (a partir das 10h, Sport TV4).

Quarta-feira, 15

Há Clássico junior, FC Porto-Benfica (17h, Porto Canal) e decide-se o campeão holandês: De Graafschap-Ajax (18h30, Sport TV2) e PSV-Heracles (18h30, Sport TV3).

Joga-se ainda a final da Taça de Itália: Atalanta-Lazio (19h45, Sport TV1). E também a final da Taça da Turquia: Akhisar-Galatasaray (18h45, Sport TV5).

No ténis, continua o Masters 1000 de Roma (a partir das 10h, na Sport TV4).

Na NBA, arranca a final da Conferência Este, entre os Milwaukee Bucks e os Toronto Raptors (1h30, Sport TV1).

Quinta-feira, 16

Segue o Masters 1000 de Roma (a partir das 10h, Sport TV3).

Sexta-feira, 17

No andebol, o FC Porto joga a 1.ª mão das meias-finais da Taça EHF, frente ao Fuchse Berlin (19h45, Porto Canal).

Arrancam os treinos livres para o GP França no Mundial de motociclismo (8h e 12h15, na Sport TV5).

Começam também os quartos-de-final do Masters de Roma (às 10h, Sport TV4). Joga-se também o Lisboa Belém Open, torneio do circuito Challenger (13h, Sport TV2).

Sábado, 18

À hora em que esta vossa amiga juntava estas linhas, ainda não era oficial o calendário da Liga para a última jornada, mas como nisto dos jogos já sabemos quem mais ordena, parece que o Benfica-Santa Clara e o FC Porto-Sporting se jogam sábado às 18h30 algures numa Sport TV à vossa disposição.

Há final da Taça de Portugal Feminina, entre Valadares Gaia e Benfica (15h, Bola TV). E a final da Liga dos Campeões Feminina, entre Lyon e Barcelona (17h, ElevenSports).

O campeão Manchester City e o Watford disputam a Taça de Inglaterra (17h, Sport TV2).

Na Serie A jogam-se o Udinesa-SPAL (14h, Sport TV2), Génova-Cagliari (17h, Sport TV3) e Sassuolo-Roma (19h30, Sport TV3). E no playoff da liga holandesa há Vitesse-AZ Alkmaar (19h45, Sport TV2).

Há qualificação para o GP França, no MotoGP (13h10, Sport TV5).

No ténis, jogam-se as meias-finais do Masters de Roma (a partir das 13h30, Sport TV4) e antes disso as meias-finais do Lisboa Belém Open (10h, Sport TV4).

No atletismo, acompanhe a etapa da Diamond League de Xangai (12h, Sport TV2).

Domingo, 19

No campeonato italiano jogam-se os últimos cartuchos: Chievo-Sampdoria (11h30, Sport TV2), Juventus-Atalanta (14h, Sport TV2), Parma-Fiorentina (14h, Sport TV3), Milan-Frosinone (17h, Sport TV2) e Nápoles-Inter (19h30, Sport TV2).

O GP França do Mundial de motociclismo arranca às 10h (Sport TV5), com a corrida do Moto3.

No ténis há final do Masters 1000 de Roma (15h, Sport TV4) e do Lisboa Belém Open (11h, Sport TV4).

Hoje deu-nos para isto

O dia em que a Premier League se definiu ao minuto 94 da última jornada

Não foi preciso chegar a tanto no último domingo: em 2011/12 o título inglês jogou-se até ao fim, mas mesmo até ao fim. Em Sunderland, no apito final, o Manchester United era virtualmente campeão, porque em Manchester o City ia empatando com o QPR. Mas ao minuto 94, Sergio Aguero marcou o golo que deu o campeonato aos citizens, 44 anos depois do último título