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O 'damn respect' que eles merecem

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LeBron James liderou os LA Lakers até à vitória, frente aos Miami Heat, de forma estrondosa

LeBron James liderou os LA Lakers até à vitória, frente aos Miami Heat, de forma estrondosa

"Não deve ser verdade". É um daqueles momentos que ficará para o resto das nossas vidas. Lembro-me perfeitamente com quem e onde estava, na noite de 26 de janeiro, quando, de repente, a notícia surgiu: Kobe Bryant morreu.

Dez meses depois daquela noite trágica, as palavras de Vanessa Bryant, que ficou sem Kobe e sem a filha Gianna, também ela jogadora, naquele acidente de helicóptero, emocionam qualquer um. "Parabéns Lakers! Só queria que o Kobe e a Gianna estivessem aqui para ver isto", escreveu, ontem à noite, nas redes sociais, depois de ver os Los Angeles Lakers fazer o que já não faziam há dez anos - precisamente ainda com Kobe Bryant na equipa: conquistar a NBA, pela 17ª vez, igualando o record dos Boston Celtics, o franchise mais vencedor da história.

Se domingo foi um dia de grandes feitos desportivos, ou melhor, de grandes desportistas - Rafa Nadal igualou a marca de Roger Federer de 20 Grand Slams conquistados, ao vencer em Roland Garros; Lewis Hamilton igualou o recorde de 91 triunfos de Michael Schumacher, ao vencer na Alemanha -, para mim, o maior deles todos esteve mesmo na NBA.

Sim, falo do brilhante LeBron James, é claro, porque o MVP da final venceu o seu quarto campeonato - é o primeiro jogador da história da NBA a conquistar o título e o troféu de MVP em três equipas diferentes -, mas não apenas isso.

O exemplo que a NBA deu a todos os desportistas, a todas as provas e a todas as modalidades do mundo ficará para a história, do desporto e não só. Não se limitaram a ser basquetebolistas, não se limitaram a ir para uma bolha na Disney e a ficar de papo para o ar a jogar Playstation: exigiram medidas concretas para combater a desigualdade racial nos EUA, puseram a liga a fazer anúncios contra o racismo, pediram aos donos dos clubes que ajudassem a registar mais eleitores (as equipas até entraram em "competição" saudável para ver quem chegava a mais possíveis eleitores), entraram em campo com roupa a dizer "vote", pediram que se escrevesse "black lives matter" no campo, chegaram a boicotar jogos (!), etc, etc, etc.

No jogo cinco da final, em que os Miami Heat venceram, Danny Green teve a possibilidade de virar o jogo para os Lakers, já em cima do buzzer. Mas falhou. O que se seguiu foi o habitual em muitos desportos: adeptos a insultarem-no e a fazer ameaças de morte através das redes sociais, a ele e à noiva. A resposta de Green foi perfeita: "Espero que essas pessoas sejam assim tão apaixonadas por votar e por corrigir as injustiças de quem merece justiça, assim teremos verdadeiras mudanças no país".

Depois da final, LeBron James que pediu "damn respect" para os Lakers e para ele, e a verdade é que eles merecem todo o nosso respeito. Só é pena que não haja muitos mais a seguir o exemplo.

O que se passou

Morreu Ângelo Martins, bicampeão europeu pelo Benfica; as cautelosas seleções de Portugal e França empataram; Rafa Nadal venceu em Roland Garros e atingiu uma marca histórica - no feminino, venceu Iga Swiatek; há mais um português a brilhar numa bicicleta em Itália; Lewis Hamilton foi o mais rápido na Alemanha e recebeu um capacete muito especial; Robinho regressou ao Santos sob um coro de críticas.

Vasily Kulkov, o homem das noitadas europeias

Como é que um jogador que não era um daqueles génios óbvios, um ídolo instantâneo do Terceiro Anel, um matador prolífico, um “10” com a elegância e o perfume de Rui Costa ou mesmo um corajoso bombardeiro como Isaías, alcançou um tal consenso entre os adeptos é um mistério

Rui Gomes da Silva: “Jorge Mendes goza com a cara do Benfica e manda em Vieira”

Chega à entrevista com todos os cartões de sócio do Benfica na mão (e são muitos, é afiliado praticamente desde o nascimento) e, na lapela, um alfinete do símbolo, que era do pai. “É a primeira vez que o uso.” Aos 62 anos, Rui Gomes da Silva, antigo vice de Vieira e, nos últimos anos, o seu mais vocal crítico, candidata-se porque o Benfica “é um projeto desportivo”, e não “um negócio”, e com a certeza antiga de que o clube tem de lutar pela Champions

Perfil: João, o otimista que achava que nunca ia furar

Este é o perfil do ciclista português João Almeida, “magrinho, muito dócil” e determinado, que veste a maglia rosa do duríssimo Giro. O Expresso falou com os pais, o primeiro treinador, antigos ciclistas e um dos técnicos da sua equipa para lhe levar a história deste surpreendente atleta

Filipe Albuquerque: "Fiz uma curva a fundo que nunca tinha feito, a 310 km/h. Se me perguntarem como fiz, não sei responder, é instinto"

Cai que nem pedra no sono, o que "causa inveja" a muitos pilotos, quando acaba um turno a meio de umas 24 horas, como as de Le Mans, onde ganhou e quase garantiu a conquista do título mundial de resistência. Filipe Albuquerque já esteve bem perto da Fórmula 1, mas, aos 35 anos, já tem o assunto bem arrumado e, agora que está "no pico", prefere dedicar-se à modalidade onde não pensa no risco, nem no quão rápido vai, porque "é essa adrenalina" que lhe "mantém o coração a bater forte"

João Félix tirou um golo a Ronaldo. Vai ficar sem empresário, amigos e proibido de viajar para a Madeira

Catarina Pereira, de Lá Em Casa Mando Eu, na sua análise humorística aos jogadores de Portugal que empataram em França, para a Liga das Nações

Rúben Dias foi ao jardim do Olivier, giroflé, giroflá, o que foi lá ele fazer? Enfiar-lhe um cotovelo... assim não rima, flé, flá

Aqui está a análise irónica e humorística de Vasco Mendonça, de Um Azar do Kralj, aos jogadores que defrontaram a França no Stade de France. Ver com atenção: Semedo, Pepe e João Félix e Ronaldo

William parece lento, mas com a agilidade que o faz ter a certeza que nada nem ninguém o apanha. Pergunta: o que tem isto a ver com a covid?

Leiam e descubram por vocês, nesta análise humorística de Diogo Faro, a propósito dos jogadores portugueses que alinharam este domingo em França

Zona mista

"O próximo game-changer do jogo será a neurociência. Porquê? Porque já estamos no final da linha no que diz respeito às melhorias da velocidade física. O próximo passo será melhorar a velocidade da tomada de decisão [...]. O próximo passo será certamente melhorar a velocidade dos nossos cérebros".

- Arsène Wenger, ex-treinador do Arsenal, numa excelente conversa com o "The Guardian"

O que aí vem

Segunda-feira, 12
⚽ É dia habitual de folga para quem está no futebol e as nossas televisões só vão ter um jogo para mostrar, na Eleven Sports: Bradford City-Harrogate Town, da League Two inglesa, às 19h45.

Terça-feira, 13
⚽ Continuam os jogos da Liga das Nações, com destaque para o Ucrânia-Espanha e para o Alemanha-Suíça, ambos às 19h45 (SportTV).
No futsal feminino, há Portugal-Espanha, amigável, às 16h, no 11.

Quarta-feira, 14
⚽🇵🇹 Portugal volta a entrar em campo para a Liga das Nações, agora frente à Suécia, em Alvalade (19h45, RTP1).
No futsal feminino, há novo Portugal-Espanha, amigável, às 12h, no 11.

Quinta-feira, 15
⚽ O Bayern de Munique, equipa onde agora mora o mui talentoso Tiago Dantas, joga para a Taça, frente ao Duren (19h45, SportTV3). Na 2ª Liga, há Feirense-Chaves (20h, SportTV).
No andebol, para a Champions, há FC Porto-Pick Szeged (da Hungria), às 19h45 (Porto Canal).

Sexta-feira, 16
⚽ Destaque para o Nimes-PSG, da Liga francesa, às 20h (Eleven Sports).

Sábado, 17
⚽ É dia de muitos jogos e de muitos clássicos, também. A 4ª jornada da Liga BPI feminina começa às 12h, com o Marítimo-Benfica (no 11). Na Premier League, destaque para o Everton-Liverpool, às 12h30 (SportTV), e para o City-Arsenal, Às 17h30. Também às 12h30, na Eleven, há clássico escocês entre Celtic e Rangers. Em Itália, o destaque vai para o dérbi de Milão, às 17h (SportTV). Em Portugal, o Braga recebe o Nacional, às 18h, e às 20h30 há clássico entre Sporting e FC Porto.
No futsal, há Braga-Sporting, da Liga Placard, às 21h, no 11.
No hóquei, às 14h, há FC Porto-HC Braga (Porto Canal).

Domingo, 18
⚽ É novamente dia de dezenas de jogos à escolha do freguês. Logo de manhã, às 10h30, há Sporting-Estoril para a Liga BPI feminina, no 11. Às 16h30, Tottenham-West Ham, para a Premier League, na SportTV. Às 20h, Rio Ave-Benfica, também na SportTV.
No futsal, há Candoso-Benfica, às 17h, no 11.

Hoje deu-nos para isto

Não posso dizer que me lembre de Ângelo Martins, ainda que saiba que é uma das lendas do nosso futebol. Internacional português e jogador do Benfica entre 1952 e 1965, conquistou duas Taças dos Campeões Europeus, nas finais de 1961 contra Barcelona (3-2) e 1962 contra Real Madrid (5-3).

No vídeo que se segue, é possível ficar a conhecer a história do ex-jogador que marcou uma era no Benfica.

E é também possível perceber que temos uma sorte do caraças em viver na mesma altura de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, e com tantas câmaras e televisões à volta para registar tudo para a posteridade, em HD.

A história de Ângelo Martins

Ângelo Martins, bicampeão europeu pelo Benfica, faleceu esta semana

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