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O futebol e a sua prepotência: os ricos a tomarem o que é de todos

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A classificação da La Liga que o Real Bétis atualizou no seu site, esta segunda-feira, supondo que a La Liga expulsará o Real Madrid, Barcelona e Atlético que fundaram a Superliga Europeia

A classificação da La Liga que o Real Bétis atualizou no seu site, esta segunda-feira, supondo que a La Liga expulsará o Real Madrid, Barcelona e Atlético que fundaram a Superliga Europeia

D.R.

Lionel sorri, pudera, tem uma mão agarrada à orelha da Copa del Rey assente na relva, é a menina dos olhos de todos mesmo que todos não tenham os olhos centrados no troféu, mas Messi vai sorrindo, está bem-disposto e os convivas aproveitam, nunca se sabe o amanhã com estes hojes tão esquizofrénicos. Os caçulas da equipa, como Pedri ou Riqui Puig, são os primeiros a cravar uma foto, mas até Miralem Pjanic ou Frenkie de Jong, tipos mais experimentados, se põem na fila.

Lionel Messi é generoso, replica o sorriso 33 a preceito enquanto vê quem joga ao mesmo, para o mesmo, na mesma equipa, aguardar como se estivesse a conhecer o ídolo apenas visualizado em sonhos. O argentino acaba de ganhar a principal taça de Espanha com todos e pronto, os rumores são como erva-daninha para o futebol, infestam, cada um destes últimos anos parece sempre ser o último de Messi no Barcelona e possível é que os requisitantes de um momento para a posteridade soubessem de algo que nós ainda não.

Talvez o argentino finalmente se vá este ano, porventura saibam a estrabolástica tragédia que seria ele mandar tudo às couves e retirar-se no final desta época; ou, o que é mais provável, se calhar todos já estivessem a par do tão super que se acha quem manda no Barcelona. Do que todos saberíamos na noite seguinte, neste domingo: o Barça e mais o Real Madrid, o Atlético de Madrid, o Manchester United, o Liverpool, o Chelsea, o Arsenal, o Manchester City, o Tottenham, a Juventus, o AC Milan e o Inter de Milão anunciaram-se como fundadores de uma nova Superliga Europeia.

Lançaram um comunicado conjunto e dividiram a prepotência por 12, consideraram-se "clubes líderes na Europa" e presentearam-nos com um momento de sit down comedy, ao menos quem genuinamente quer fazer rir está erguido e de pé, a mostrar-se diante toda a gente, não com o traseiro em cadeiras e sentado em escritórios, a fazer reuniões por Zoom com semelhantes engravatados ricos que têm a lata de ter o Tottenham ou o City, donos de cerca de zero Ligas dos Campeões no museu, como a elite do futebol.

Ou o AC Milan, ganhador de muitas, mas incapaz de se qualificar para a prova desde 2013. Ou a Juventus, caída nos últimos três anos perante Ajax, Lyon e FC Porto e que perdeu neste fim de semana com a Atalanta. A piada dispensa ajudas para se escrever e podíamos estar aqui a dedicar parágrafos à ironia de tudo isto.

Esta dúzia insinua que pretende "os melhores resultados para o futebol como um todo" e dar "mais suporte financeiro à pirâmide mais larga do futebol". Querem mesmo arrancar risos, só que não conseguem. Estes 12, o que são, é dos clubes mais ricos que existem, têm cifrões nos globos oculares e são unários, só querem um zero a seguir ao outro e mais outro à direita e apressaram-se ao verem as perdas conjuntas rondarem os €138 mil milhões em 2019/20. Essa época só teve uns três meses afetados pela pandemia, imaginem então em 2020/21.

É tramado, claro que é, em todos os clubes do mundo houve muito dinheiro de venda de bilhetes, direitos televisivos e parcerias comerciais a sumirem. Quem tem mais pode ter perdido mais, mas quem tem menos ficou sem o pouquíssimo a que se agarrava para viver.

E esta Superliga Europeia que é uma super-heroína do egoísmo e tem um gigante banco norte-americano por trás (JP Morgan) garante ter €3.5 ou 4 mil milhões logo à partida. Para quem? Os clubes fundadores, só eles, que vão convidar outros três a serem-no também, mais outros cinco para chegarem aos 20 com que esperam começar a prova já em agosto, com jogos a meio da semana e dois grupos de equipas.

Há coisas infinitas nesta vida, já sabia da estupidez humana mas ingénuo me confesso, nunca tinha matutado tanto acerca da prepotência e não tenho roído outra corda na cabeça desde que de Florentino Pérez li o seguinte: "a nossa responsabilidade enquanto grandes clubes é responder aos desejos de 4 mil milhões de adeptos". É o presidente do Real Madrid que tem um oráculo telepaticamente ligado às vontades de cada apreciador de futebol. Porque adeptos não deverão ser.

Crê ele, e deduzo que os restantes clubes, que ter uma competição entremeada com a Liga dos Campeões e a Liga Europa a meio da semana é uma boa ideia. Eles seguiram em frente com isto depois de muito se ter dito que a UEFA lhes tinha cedido em muitas coisas e que até as iria anunciar esta segunda-feira - a Champions, a partir de 2024, deixaria de ter fase de grupos, garantiria 10 jogos a cada uma das 36 equipas (mais quatro) e talvez umas quantas entrariam a convite, com base no seu histórico de participação, aí está aquele pedacinho de prepotência e riquismo concedido. Mesmo assim, os 12 fizeram passaram a perna a quem manda no futebol europeu.

Andreia Agnelli, presidente da Juventus e um dos principais impulsionadores da Superliga Europeia, com Ronaldo

Andreia Agnelli, presidente da Juventus e um dos principais impulsionadores da Superliga Europeia, com Ronaldo

Daniele Badolato - Juventus FC

A UEFA já os condenou, a FIFA também, muitas personalidades do futebol igualmente e várias grandes ligas nacionais vão juntando a sua crítica. O tempo dirá se o braço-de-ferro fica pelas intenções ou passará aos atos que, de facto, mudam histórias: irão as maiores entidades proibir os jogadores dos 12 clubes de participarem em Europeus e Mundiais? Vão os campeonatos domésticos barrá-los de competirem lá? Os treinadores estarão dispostos a trabalhar apenas para uma competição recém-criada desta forma? Quererão os futebolistas abdicar de jogar em tudo o resto que dignifica, é histórico e forje lendas, em prol do salário? Se para as Bolas de Ouro da vida deixarem de contar os jogadores que participem nesta Superliga, o que fará quem vive para esses títulos?

E os adeptos - os verdadeiros e não os de sofá, ou os consumidores de bola como quem interrompe o passeio à beira-mar para comer um gelado - quando e se chegar a altura, vão validar uma suposta repugnância a esta Superliga Europeia e renunciar-lhe na prática, cancelando quotas de sócio, não assinando os operadores televisivos que transmitam os jogos e deixando de comprar parafernália do seu clube de sempre?

Não tenho bolas de cristal, mas das devidas respostas poderá vir muito do que ditará se esta nova prova será uma NBA cá do sítio ou uma espécie de China a estorvar no meio da Europa, para onde os jogadores irão só pelo dinheiro e ninguém realmente quererá saber. Ficaria a Superliga da Patavina, seria engraçado.

Se quem acredita e fiel é ao conceito de competição agir a tempo, todas aquelas fotos que companheiros/admiradores tiraram com Lionel Messi, no relvado, valerão bom dinheiro daqui a uns anos - seriam uma prova de que estavam lá quando o argentino ganhou o último título realmente relevante, como deve ser, da sua incrível carreira.

Há esperança, haverá sempre. Ander Herrera joga no Paris Saint-Germain (que, espanto, não se incluiu neste laivo dos ricos) e já escreveu que não apoia que "os ricos roubem o que o povo criou. Mezut Özil ganhou um Mundial pela Alemanha, é seguido por milhões e também criticou a Superliga. O Borussia Dortmund e até o RB Leipzig, todos endinheirados (até o Bayern de Munique parece ao seu lado), assumiram-se contra este plano e mostram como na Alemanha ainda se respeita os adeptos e o basilar conceito de competição.

Onde há melhores e piores e vamos ver quem ganha, os jogos entre os superlativos são de cartaz porque rareiam nas provas mais conceituadas e, mesmo que cada vez mais escassas, ainda surgem aventuras como as do Leicester, do Ajax ou da Atalanta. Por mais contorcionada que tenha sido o conceito nas últimas duas, três décadas - a UEFA a dar entrada a clubes não campeões na Liga dos Campeões, as transferências por valores zilionários, etc. - a competição ainda aí está para toda a gente.

Não é exclusiva de quem é rico, se julga intitulado a ser o defensor de barro da modalidade mais popular do mundo, por tão de todos sempre ter sido, e confunde adeptos com consumidores ocasionais da ponta do icebergue do futebol.

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Zona mista

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"Uma Superliga iria abanar as fundações do futebol europeu. Não acredito que isso seja correto"

A primeira frase é de Jamie Carragher, o ex-central durão e hoje comentador televisivo que dedicou a carreira ao Liverpool, um dos 12 foragidos, com o qual jogou duas finais da Liga dos Campeões; a segunda foi dita ao "The Athletic", há duas semanas, por Karl-Heinz Rummenigge, antigo líder da Associação Europeia de Clubes (2008-2017) e atual presidente do Bayern de Munique que é um gigantão da bola deste continente que ficou ficou de fora da dúzia de ricalhaços, sejam quais for as razões. De preferência, que tenha sido pelo mais basilar que é achar esta Superliga um parvoíce desonesta.

O que aí vem

Segunda-feira, 19

⚽ Leeds - Liverpool (Premier League, 20h, Sport TV2)
🏄 O Rip Curl Narabeen Classic é a terceira etapa do circuito mundial de surf onde Frederico Morais já avançou até aos quartos-de-final, tendo já ganhado a John John Florence ou a Filipe Toledo. O português está a fazer uma gracinha na Austrália (ao fim da noite, Fuel TV)

Terça-feira, 20

⚽ Há bola para ver na Bundesliga, com o Eintracht Frankfurt-Augsburg (19h30, Eleven Sports 2) ou o Bayern Munique-Bayer Leverkusen (Bundesliga, 19h30, Eleven Sports 1), na Série A tem o Verona-Fiorentina (19h45, SportT V5), na Premier League jogar-se-á o Chelsea-Brighton (20h, Sport TV2) e a Liga NOS ostenta o Paços de Ferreira-Farense (20h, Sport TV1)

Quarta-feira, 21

⚽ Mais e muita bola a rolar, felizmente ainda nenhuma relativa a superfutebóis e ligas de charlatões:

Santa Clara - Moreirense (Liga NOS, 15h30, Sport TV2)
Marítimo - Rio Ave (Liga NOS, 17h, Sport TV1)
AC Milan - Sassuolo (Serie A, 17h30, Sport TV3)
PSG - Angiers (Taça de França, 17h45, Sport TV4)

Tottenham - Southampton (Premier League, 18h, Sport TV2)
Braga - Boavista (Liga, 19h, Sport TV5)
Borussia Dortmund - FC Berlin (Bundesliga, 19h30, Eleven Sports 3)

Juventus - Parma (Serie A, 19h45, Sport TV3)
Lyon - Mónaco (Taça de França, 20h10, Sport TV4)
Aston Villa - Manchester City (Premier League, 20h15, Sport TV2)

Cádiz - Real Madrid (La Liga, 21h, Eleven Sports 1)
Sporting - Belenenses SAD (Liga, 21h15, Sport TV1)
Cádiz - Real Madrid (La Liga, 21h, Eleven Sports 1)

Quinta-feira, 22

⚽ E a bola continuará a rolar:

Tondela - Nacional (Liga NOS, 15h30, Sport TV1)
Gil Vicente - Famalicão (Liga NOS, 17h, Sport TV2)
AS Roma - Atalanta (Serie A, 17h30, Sport TV3)
Atlético de Madrid - Huesca (La Liga, 18h, Eleven Sports 1)
Portimonense - Benfica (Liga NOS, 19h, Sport TV1)
Nápoles - Lazio (Serie A, 19h45, Sport TV3)
Leicester - WBA (Premier League, 20h, Sport TV4)
FC Porto - Vitória SC (Liga NOS, 21h, Sport TV2)
Barcelona - Getafe (La Liga, 21h, Eleven Sports 1)

Sexta-feira, 23

⚽ Arsenal - Everton (Premier League, 20h, SportTV1)

Sábado, 24

🎾 Começa o Estoril Open, o maior torneio português do circuito ATP, que durará até 2 de maio.
⚽ Liverpool - Newcastle (Premier League, 12h30, Sport TV2)
Wolfsburg - Borussia Dortmund (Bundesliga, 14h30, Eleven Sports 4)
Mainz - Bayern Munique (Bundesliga, 14h30, Eleven Sports 2)
Metz - PSG (Ligue 1, 16h, Eleven Sports 3)
West Ham - Chelsea (Premier League, 17h30, Sport TV1)
Real Madrid - Bétis (La Liga, 20h, Eleven Sports 1)

Domingo, 25

⚽ Wolverhampton - Burnley (Premier League, 12h, Sport TV2)
Leeds - Manchester United (Premier League, 14h, Sport TV1)
Fiorentina - Juventus (Serie A, 14h, Sport TV3)
Inter - Verona (Serie A, 14h, Sport TV4)
Boavista - Marítimo (Liga, 15h, Sport TV2)
Villarreal - Barcelona (La Liga, 15h15, Eleven Sports1)
Manchester City - Tottenham (Premier League, 16h30, Sport TV2)
Rio Ave - Paços de Ferreira (Liga, 17h30, Sport TV2)
Lyon - Lille (Ligue 1, 20h, Eleven Sports 2)
Braga - Sporting (Liga, 20h, Sport TV1)

Hoje deu-nos para isto

Telma Monteiro, a maior do judo nacional e a mais medalhada de sempre na Europa

Telma Monteiro, a maior do judo nacional e a mais medalhada de sempre na Europa

David Finch/Getty

Dois mil e quatro é, em linguagem de internet, ainda um período um quanto pré-histórico, com alguns dinossauros a pisarem a terra dos zeros e uns e códigos e sei lá o que faz estar a uma googlice de distância saber que foi há 17 anos, em Bucareste, onde Telma Monteiro tocou na primeira da quinzena de medalhas conquistadas em Campeonatos da Europa.

Não há judoca mais medalhada na Europa do que a portuguesa, 2004 já foi há tanto tempo que qualquer dia lhe chamamos dois mil e troca o passo, é um privilégio para Portugal ter uma atleta com ossos partidos e reparados, músculos rasgados e curados, mais tantas feridas invisíveis e entretanto saradas por dedicar uma vida a agarrar corpos tapados por judogis para os fazer cair de costas no tatami.

São termos próprios ao judo e não era preciso Telma Monteiro ter conquistado mais uma medalha nos Europeus de Lisboa para ser grande. Não, Telma já era a maior, isto só a engrandeceu, "o meu dom é fazer as coisas parecerem fáceis", disse ela, que está com 34 anos e já liderou o ranking mundial, subiu de categoria de peso, foi medalhista olímpica e agora é quem tem mais medalhas no judo europeu.

Telma também disse: "eu sou vintage, para mim eu sou a Telma de 18 anos que começou agora a competir nos seniores". Então que nunca cesse de envelhecer com o seu espírito de adolescente.

Que tenha uma boa semana, valorize o futebol que o valoriza a si, o adepto, e se ainda não o fez, lembre-se que pode consignar 0,5% do seu IRS a uma qualquer instituição de solidariedade. Tem até 30 de junho e não custa nada, literalmente. Acompanhe a Tribuna diariamente no site, no semanário Expresso e no Twitter, no Facebook e no Instagram: @TribunaExpresso.