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E agora, já importa se jogamos bem ou mal?

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Portugal terá de jogar o play-off de acesso ao próximo Mundial que, pela primeira vez, terá dois jogos contra dois adversários diferentes

Portugal terá de jogar o play-off de acesso ao próximo Mundial que, pela primeira vez, terá dois jogos contra dois adversários diferentes

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

Era costumeiro e, face à ocasião, quase obrigatório que os jornalistas deste pedaço eventualmente descessem às catacumbas do Stade de France para aguardarem do lado de cá do corredor de grades que ligava os balneários à garagem, onde desembocava nos autocarros. Os jogadores demoraram e quem ousaria furá-los com as flechas de qualquer culpa. Portugal acabara de ganhar à França em Paris, onde residem milhares e milhares e ainda mais uns quantos milhares de emigrantes com gerações de sapiência do que é suportar preconceitos sociais e soslaio dos franceses. Mas, nesse dia, os portugueses conquistaram nas barbas dos franceses o Campeonato da Europa.

Quando os jogadores apareceram, nem um segundo se demorou a perceber que a zona mista era redundante. Não parariam para falar, era escusado tentarmos. Antes ainda de se mostrarem com t-shirts festivas e telemóveis em punho a gravarem o êxtase, já se ouvia um cântico a emergir das profundezas: "Pouco importa, pouco importa, se jogámos bem ou mal, vamos é levar a Taça, para o nosso Portugal".

E rimos.

A cantilena colou-se aos ouvidos e foi cantarolada em barda. A seleção que jamais vencera títulos acabara de conquistar o Europeu ganhando apenas um de sete jogos nos 90 minutos e o factualmente quase trágico acabou em história prosaicamente gabada para os céus. O sucesso, fazedor de muitas coisas, também é carnavalesco na sua aptidão para mascarar e iludir: ganhando, durante algum tempo pareceu que estava tudo bem com a seleção porque, lá está, ganhara um título. A rima sonante do cântico e a sua graça momentânea ajudaram.

No microcosmos que é um torneio curto, onde as equipas têm mais oxigénio para respirar e tempo para trabalharem, já muita tinta e faladura se dedicou a reconhecer a competência de Fernando Santos a montar uma seleção coesa sem bola, estruturada em organização defensiva e sabedora de como usar os jogadores que tinha para rapidamente atacar a baliza dos outros. Depois, a sorte e o azar que jogam sempre, seja qual for a equipa, também apareceram e desde então que a bola de consequência desse 10 de julho de 2016 foi aumentando.

Este domingo, essa bola atropelou uma equipa no Estádio da Luz, onde o que lhe sucedeu não é explicável pelos 26 jogos (16 vitórias, 4 empates e 6 derrotas) feitos por Portugal com este selecionador antes da final do Europeu, nem pelos 69 jogados (42 vitórias, 18 empates e 9 derrotas) depois dessa conquista. Não é uma questão de números, mas do funambulismo das expetativas que existiria sempre em quem viu Portugal ganhar um Europeu — entre o que se vê a seleção jogar e o que realisticamente se pode esperar que jogue, dada a fortuna em ter a atual fornada de futebolistas disponíveis.

Agora é facilímo bater em teclas críticas. Não há coisa mais fácil do que cair em cima, a quente e canalizando o treinador de bancada em nós, de quem é responsável pela ida ao play-off. Será o primeiro em quatro fases de qualificação com Fernando Santos e não se tratará de apenas uma eliminatória. Agora são dois jogos contra adversários distintos onde, provavelmente, Portugal levará de frente com uma versão literal do cliché no qual tantos refúgios já vimos a serem feitos: hoje em dia, já não há equipas fáceis

O maior problema em mais de cinco anos da seleção que hoje pode escolher Bernardo Silva, Bruno Fernandes, João Félix, Diogo Jota, João Cancelo ou Nuno Mendes para magicarem maneira de servir constantemente a capacidade de fazer golos de Cristiano Ronaldo, é o de preferir arranjar forma de não facilitar o que o adversário queira fazer em vez de impor uma forma de jogar que facilite a vida aos jogadores portugueses. Olhando e depositando mais preocupações nos outros, é normal que a vida fique menos facilitada.

Mesmo anulando as fortalezas alheias, o aproveitamento dependerá sempre do que se consiga produzir com o que de excelente existe nas qualidades dos jogadores portugueses. "O nosso ADN é para jogar a bola no pé, para jogar", soltou, às tantas, Fernando Santos na flash interview de ressaca da derrota, enquanto se ouviam berros em sérvio a ecoarem nas profundezas do estádio. Na breve admissão do selecionador do que é, factualmente, a valência do imensurável talento que Portugal tem hoje, a banda sonora já não era a do pouco importar como se joga.

Gualter Fatia/Getty

Por muito que diga, como já o ouvimos dizer, que a seleção foi a campo para assumir uma postura ofensiva, o dito é rebatido pelo visto. Na partida contra a Sérvia, que como todas as outras teve um adversário que também joga e, neste caso, foi muito melhor, viu-se Portugal a ser encostado à área em vários períodos e jogar constantemente no próprio campo, porque a questão nunca será só ter dois laterais de perfil ofensivo ou três jogadores postos na frente, como é habitual e como Fernando Santos se pareceu escudar para se defender da fama de conservador.

Se a questão fosse, apenas, colocar fulano aqui e catrano ali, o futebol era um jogo fácil e simplório em vez de complicado, por tão difícil ser de o tornar simples. Mas, dando constantemente tração atrás e, primeiro que tudo, se precaver contra as valias dos outros — refletindo-se, isto sim, nos jogadores que muitas vezes se escolhe — para só depois se pensar em usar as nossas para os atacar, o selecionador foi banalizando uma forma de encarar os jogos enraizada no sucesso de 2016, conseguido em circunstâncias irrepetíveis (mediano nível de jogo das seleções no Europeu, futebolistas que Portugal já não tem e o cruzamento com adversários com menos qualidade, per capita) apesar do mérito do trabalho.

E agora em Dublin, antes de Lisboa, o jogo com a Irlanda foi a prova descarada da submissão aos outros que ficou parada no tempo: Portugal a tremer quando pressionado e a render-se às bolas longas e pelo ar, jogando ao jogo dos duelos físicos e das lutas por segundas bolas em que os irlandeses apostam por inaptidão para mais. Submeter-se ao jogo dos outros fez a seleção jogar mal e isso importa, cada vez mais.

Houve fases em que a seleção não foi assim, como no apuramento para a primeira Liga das Nações, quando Portugal se impunha, se galanteava com a bola e jogava plantada com a técnica dos seus na metade do campo do outra equipa. No tão pouco tempo que há para um treinador trabalhar uma seleção, tempo que é igual para todos os que estejam a tomar conta de uma com potencial semelhante à de Portugal, o que mais ajudará será sempre saber, de caras, ao que se joga, e ter uma forma de jogar que una o melhor de todos e seja indivisível perante qualquer adversário.

Portugal pode qualificar-se para o Mundial do Catar e continua a ter mais do que condições para o fazer. Provavelmente, lá estará com Fernando Santos. Pensar em trocar de selecionador agora, em que um novo entraria logo com a pressão de um play-off, seria vaticiná-lo a queimaduras. O ciclo da conquista do Europeu em Paris corroeu, aos poucos, a qualidade de jogo da seleção e no dia em que o treinador da seleção nacional ficou seis segundos em silêncio, a pensar na pergunta "como é que uma equipa com tanto talento joga tão pouco futebol?", outro selecionador demorou mais ou menos o mesmo tempo a dizer: "Os jogadores que selecionei não são para chutões e defender atrás. São para ter a bola no campo contrário (...) O que está por trás de tudo isto é um pensamento futebolístico claro".

Incluindo a Espanha de Luis Enrique, a seleção portuguesa tem qualidade para ser melhor ou, pelo menos, bater-se de igual para igual contra a maioria dos adversários que tiver. Isto se escolher jogar de uma forma que tente exaltar, ao máximo, aquilo em que os seus jogadores são bons — que também é ter a bola. Para isso, tem de importar se jogamos bem ou mal. Jogar bem é fazer uso e abusar do que os nossos têm de melhor.

O que se passou

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A pergunta a que Fernando Santos não respondeu

Sim, vamos estar no Mundial do Qatar, acredita Bruno Vieira Amaral. E, uma vez lá chegados, Portugal passará a primeira fase e, depois, assim que enfrentar uma seleção decentemente organizada, como o Uruguai, a Bélgica ou a Sérvia, será recambiado para Lisboa, não sem ter direito, pelo meio, aos devaneios místico-supersticiosos do selecionador que ainda no domingo, à pergunta concreta sobre os motivos pelos quais fruta de tanta qualidade dá um sumo tão amargo, fez um silêncio pinteriano, encolheu os ombros, torceu os lábios e respondeu com uma pergunta: “o que é que eu vou responder?”

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A fé não calça botas

Apesar do golo logo aos 2 minutos, Portugal foi sempre inferior à Sérvia, que acabaria por conseguir a reviravolta aos 90'. Bernardo, substituído aos 64', foi o melhor futebolista em campo do lado português. A seleção nacional vai disputar o play-off de acesso ao Catar 2022

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Portugal ainda não saiu de 2016

É preciso adaptar a ideia, refrear os receios e anseios, e dar espaço para que o talento emergente e mais que reconhecido dos jogadores portugueses apareça na seleção. Porque é deprimente olhar para todo este talento e perceber que a equipa não divergiu do sucesso de há cinco anos, escreve o treinador Blessing Lumueno, descrevendo a forma como Portugal hoje joga como um retrato cultural da sociedade portuguesa: que se conforma com os serviços mínimos, que se perde e retrai nos mesmos receios e anseios de um bebé que duvida se deve descer do sofá

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“Para o meu estilo de jogo o futebol inglês é bom, há muito contacto físico e poucas faltas. Falar inglês é que foi muito complicado”

Há quatro épocas e meia a jogar no Championship, pelo Nottingham Forest, Tobias Figueiredo, de 27 anos, foi pai recentemente e admite continuar em Inglaterra. Confessa que as suas características encaixam bem no futebol inglês, mas que o sonho era jogar no Bayern de Munique, clube da sua cidade natal. Adora dormir e ver televisão, onde segue a F1, o Moto GP e o UFC

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Em entrevista ao "El País", a ex-tenista recordou a rivalidade com Chris Evert e como na altura diziam ser aborrecido estarem sempre as duas nas finais, ao contrário dos homens, que se valorizava a incerteza. Hoje verifica que dizem o oposto: "Agora dizem que é genial ter o Rafa e o Roger em cada final"

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Tobias Figueiredo partiu de uma aldeia de Viseu para Alcochete com 13 anos e confessa que foi várias vezes para a casa de banho chorar sozinho as saudades dos pais. Irmão do guarda-redes Cristiano, tornou-se central no Sporting, onde fez toda a formação sem nunca conseguir afirmar-se na equipa principal, apesar de ter participado em quatro Europeus nas seleções jovens e nuns Jogos Olímpicos. Foi opção para Marco Silva, mas assume ter sido com Jesus com quem mais evoluiu, apesar do treinador "mesmo quando as coisas estão bem" arranjar qualquer coisa "para dizer que está mal". Na segunda parte falamos da ida para Nottingham, onde já vai na quarta temporada e meia

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O contrato que Fernando Santos deixou na gaveta

Investigação. Um acordo de direitos de imagem entre o Benfica, duas empresas-fantasma e o treinador foi montado em 2006 com a ajuda da filha. A ideia era fugir aos impostos, mas o contrato acabou por não ser executado. Uma investigação conjunta do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) e da rede europeia EIC

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"Que seja eterno enquanto dure": o regresso improvável de Dani Alves ao Barcelona

O brasileiro, excelente tecnicamente e genial na perceção da sua posição (que refinou na ligação com Lionel Messi), está feliz por regressar ao “melhor clube do mundo”. Dani Alves saíra no final da temporada 2015/16 para a Juventus, onde ficou apenas um ano, mudando-se depois para o PSG. “Quase cinco anos a lutar para chegar a este momento”, escreveu, numa espécie de carta de amor aos <em>blaugrana</em>

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De acordo com uma declaração do advogado de Diallo à France-Presse, a futebolista lamenta também "o exagero mediático que a condenou de antemão sem fundamento", deixando no ar ainda o cenário de recorrer à justiça por "difamação". Depois de um evento do PSG, no dia 4 de novembro, Kheira Hamraoui foi agredida por dois homens encapuzados, munidos com uma barra de ferro, e levada depois para o hospital

Zona mista

A gente vai estar no Catar.

Palavra de Fernando Santos, assumido homem de fé e selecionador nacional, dita na flash interview à "RTP" logo após a derrota com a Sérvia, indo pela mesma declaração antecipada de certeza que começou por passar aos jogadores e para dentro — já lá vão seis anos, quando perdeu o primeiro jogo com Portugal em Paris, contra a França (qualquer coisa como 'vamos ganhar aqui o Europeu') — antes de a assumir para fora, em pleno Euro 2016, quando garantiu que apenas regressaria a casa no dia depois da final.

O que vem aí

Segunda-feira, 15

🎾 É o segundo dia das World Tour Finals e com um encontro marcado entre Novak Djokovic e Casper Ruud (a partir das 14h, Sport TV). Haverá jogos diariamente até domingo, último dia da competição que encerra a temporada ATP.
⚽ Haverá mais uma fornada de jogos da fase de grupos de qualificação europeia para o próximo Mundial. Há um Irlanda do Norte-Itália, um San Marino-Inglaterra ou um Polónia-Hungria, todos às 19h45 (Sport TV).

Terça-feira, 16

🏀 Na NBA, os Dallas Mavericks defrontam em casa os Denver Nuggets (1h, Sport TV1).
⚽ Às 19h15, a seleção nacional de sub-21 recebe o Chipre (Canal 11) a contar para o apuramento rumo ao Europeu de 2023. Depois, a série final de partidas que valem para o Campeonato do Mundo do Catar, no inverno de 2022: entre os encontros agendados, os Países Baixos jogam contra a Noruega (Sport TV3), o País de Gales recebe a Bélgica (Sport TV4) e a França acolhe a Finlândia (Sport TV1). Todos os jogos arrancam às 19h45.
🍿 É o jogo dos grandes na América do Sul: a Argentina, segunda classificada de uma série na qual se apuram diretamente os quatro primeiros, recebe o Brasil, atual líder da classificação, em Buenos Aires (23h30h, Sport TV1). Além de tudo o que historicamente cabe na bagagem, é dia de Messi vs Neymar.

Quarta-feira, 17

🏀 Colisão de equipas recheadas de talento na NBA: os Brooklyn Nets jogam com os Golden State Warriors (00h30, Sport TV3).

Quinta-feira, 18

🏀 Os Milwaukee Bucks recebem os LA Lakers (00h30, Sport TV1) na NBA. Depois, os Portland Trail Blazers jogam com os Chicago Bulls (3h, Sport TV1).
⚽ O Sporting joga com o Varzim em Alvalade para a Taça de Portugal (20h15, Sport TV1).

Sexta-feira, 19

⚽ Também para a 4.ª eliminatória do caneco que vai dar ao Jamor, o Benfica recebe o Paços de Ferreira (20h45, TVI).

Sábado, 20

⚽ É a vez do FC Porto entrar em campo na Taça de Portugal, contra o Feirense (20h15, TVI). Em Espanha, será dia de estreia para Xavi Hernández como treinador do Barcelona e logo com um dérbi catalão, frente ao Espanyol (20h, Eleven Sports) e, antes, jogar-se-á um clássico inglês: Liverpool-Arsenal (17h30, Sport TV2).

Domingo, 21

🏎️ Haverá o Grande Prémio do Catar em Fórmula 1 (14h, Eleven Sports).
🎾 Joga-se a decisão do ATP World Tour Finals (16h, Sport TV3).
⚽ Lá fora, há jogos de arregalar o olho. Por Itália, o Inter recebe o Nápoles (17, Sport TV1) para a Serie A e, em França, o Marselha vai jogar ao estádio do Lyon (19h45, ElevenSports 2) na Ligue 1.

Hoje deu-nos para isto

Em 1997, a seleção empatou a um golo na Alemanha, no penúltimo jogo da qualificação para o Mundial do ano seguinte

Em 1997, a seleção empatou a um golo na Alemanha, no penúltimo jogo da qualificação para o Mundial do ano seguinte

Michael Steele - EMPICS

Todo ele feita baba e ranho de choro, sentado algures fora do campo e desalmado com o seu pranto pelo que aconteceu a uns 15 minutos de acabar o jogo na Alemanha quando Portugal não era o dos pequeninos, mas a seleção ainda era. Há quase 12 anos que não chegava a uma grande competição e Rui Costa, como Luís Figo, João Vieira Pinto ou Paulo Sousa, estava já a meio dos seus 20. Era a geração a que chamariam de ouro.

A não chegada ao Mundial de 1998 ficou encapsulada no momento em que adeptos fixaram o nome do árbitro que expulsou Rui Costa enquanto se encaminhava na direção de Sérgio Conceição, o substituído não chegou a dar origem a um substituto porque Marca Batta lhe mostrou um segundo cartão amarelo por um suposta demora a sair de campo. O então médio diz que, no máximo, demorou uns 25 segundos.

Cinco minutos depois da expulsão, os alemães marcariam o golo que empataria com o feito por Pedro Barbosa. Portugal deixou um 1-1 em Berlim e um trauma perdurou porque os dois pontos que lá ficaram teriam impedido que a seleção acabasse atrás de Alemanha e Ucrânia. Consequentemente, não foi ao Mundial de 1998 e desde então que tal não se repete em torneios dos grandes.

A derrota com a Sérvia não implica, de todo, que 24 anos volvidos seja altura de Portugal não ter futebolistas outra vez uma seleção a representá-lo. A história não se repete. Mas, porque se baralhou a anatomia do play-off, agora a seleção terá que ganhar dois jogos e não apenas um na repescagem para a última hipótese de estar presente no primeiro dos Mundiais que se jogará em novembro e dezembro.

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