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Os homens do título: Rúben Dias, o defesa que caminha para xerife

Não há defesa no Benfica com tantas ações defensivas e na Europa só há nove jogadores com melhor percentagem de tentativas de desarme completas. Eis Rúben Dias. A Tribuna publica uma série de artigos sobre os futebolistas do Benfica que chegaram ao #37. Um por um, com estatística da Goal Point

Tribuna Expresso e Tiago Pereira Santos (ilustração)

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Muitos lhe criticam o ímpeto, a dureza, por mais intermitente que ela seja, as vezes em que se precipita, próprio talvez das guelras e da vontade indómita de quem é ainda jovem. Mas o certo é que, aos 22 anos, Rúben Dias já vai na segunda temporada completa no eixo da defesa do Benfica, com a presença em campo de quem caminha para xerife, com a aura da tal mística que o clube e seus dirigente tanto apregoam, com o carimbo de futuro capitão, isto se entretanto não chegar alguém com um cheque bem chorudo que o leve para outras paragens.

E posto isto, não há defesa do Benfica que tenha tido tantas ações defensivas no 1.º terço do terreno - que para um defesa é o terço que interessa - como Rúben Dias. No total foram 177, às quais o central mais utilizado tanto por Rui Vitória como por Bruno Lage juntou ainda mais 33 ações no terço intermédio e cinco já no último terço do terreno.

Com um total de 44 desarmes, 32 deles completos, ao longo da temporada, Rúben Dias destaca-se até na Europa neste particular: é o 10.º jogador dos principais campeonatos europeus em percentagem de tentativas de desarme completas, com 89,8% de ações bem sucedidas. A tudo isto, o central titular da Seleção Nacional juntou ainda 30 intercepções, 14 bloqueios de remate, cinco bloqueios de cruzamentos e 14 bloqueios de passe.

Gualter Fatia/Getty

Nas 34 jornadas do campeonato (Rúben Dias participou em 32 delas, somando 2866 minutos), o defesa fez 108 alívios, 53 deles cabeça e 85 deles dentro da área, além de ter provocado 24 foras de jogo a adversários.

Rúben Dias fez valer também o seu 1,87m para ganhar 63,6% dos duelos aéreos defensivos e recuperou a posse de bola 149 vezes. Amarelos foram 10 e marcou ainda três golos em 21 remates, os três de cabeça, frente a Sporting, Nacional e Sp. Braga. Deu também uma assistência para golo.

Não terá sido ainda o ano da definitiva maturidade de Rúben Dias, que ainda tem por onde crescer, mas a sua influência no onze titular do Benfica é inegável, não só pelo que joga mas também pelo que manda - e quem tem 11 anos de casa pode já dar-se ao luxo de mandar qualquer coisinha.

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    Ele tem a magia, mas também a objetividade perante o golo e a frieza do último passe. Rui Vitória usou-o de forma intermitente (e fora de sítio), com Bruno Lage explodiu. João Félix é uma das figuras maiores do título A Tribuna publica uma série de artigos sobre os futebolistas do Benfica que chegaram ao #37. Um por um, com estatística da Goal Point