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Benfica campeão

Os homens do título: Rafa, o extremo dos golos essenciais

Durante duas longas temporadas, os adeptos do Benfica pensaram que Rafa tinha perdido o jeito para o golo. Este ano, o campeão da Europa de 2016 veio provar que não e marcou mesmo alguns dos golos mais importantes da equipa na reta final do campeonato. E ainda deu uma mãozinha na defesa. A Tribuna publica uma série de artigos sobre os futebolistas do Benfica que chegaram ao #37. Um por um, com estatística da Goal Point

Tribuna Expresso e Tiago Pereira Santos (ilustração)

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Já decorria a época 2016/17 quando o Benfica acertou a contratação de Rafa ao Sp. Braga, depois de uma bela época do atacante, em que marcou um total de 12 golos, o que lhe valeu uma convocatória para o Euro’2016.

Mas no Benfica, a boa relação do extremo com o golo viveu momentos de crise. Na primeira época na Luz marcou 2 golos, na segunda só mais um. Rematava muito, marcava pouco e parecia atemorizar-se sempre que via um guarda-redes pela frente - os mais de 16 milhões de euros pagos pelo Benfica foram desde cedo questionados.

O início desta temporada não augurava nada de novo para Rafa, ainda que, mesmo utilizado intermitentemente por Rui Vitória, rapidamente ultrapassou o registo de golos na época: ainda na vigência de Vitória, já o extremo levava oito remates certeiros em todas as competições.

Com Bruno Lage tornou-se uma certeza no onze: marcou mais 13 golos, todos eles no campeonato e alguns deles de vital importância. Como aquele que deu a vitória ao Benfica no Dragão na 24.ª jornada ou os dois golos iniciais com que desbloqueou um encontro com o Portimonense que estava a tornar-se complicado para os encarnados.

CARLOS COSTA

Foi uma reta final de luxo para Rafa, que marcou nas útimas quatro jornadas - provavelmente neste momento já ninguém discute o seu preço.

Até porque as estatísticas nos dizem isso mesmo. Muito se tem falado que Seferovic é o terceiro jogador que menos minutos precisa para marcar nos campeonatos europeus, mas Rafa aparece em 5.º nessa lista, em igualdade com o 4.º, Iago Aspas do Celta. Ambos precisam apenas de 111 minutos para marcar um golo.

Em 1895 minutos jogados na Liga, Rafa marcou então um total de 17 golos, 14 com o pé direito e 3 com o esquerdo. Todos eles na grande área. Distribuiu ainda duas assistências, além de ter criado 12 ocasiões flagrantes. Com 58 remates, tem uma conversão de 29,3%, o que faz dele o mais eficaz entre os elementos do ataque do Benfica.

Mas não foi só virado para a baliza que Rafa foi uma peça importante para o Benfica campeão. É o 4.º jogador da Europa com mais ações defensivas no último terço, o que atesta bem o seu papel no primeiro momento defensivo dos encarnados.