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Os homens do título: Samaris, grego mais português não há

Começou como proscrito, atrás de Alfa Semedo na cadeia alimentar do plantel do Benfica. Mas com a chegada de Bruno Lage e a lesão de Fejsa, Andreas Samaris voltou ao onze para nunca mais sair. A Tribuna publica uma série de artigos sobre os futebolistas do Benfica que chegaram ao #37. Um por um, com estatística da Goal Point

Tribuna Expresso e Tiago Pereira Santos (ilustração)

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Seguramente um dos grandes beneficiados com a entrada de Bruno Lage. Com Rui Vitória, entre os jogos em que nem sequer era convocado, os que não saía do banco e os que entrava uns minutinhos, Andreas Samaris jogou seis minutos no campeonato, sendo preterido na sua posição a favor de, por exemplo, Alfa Semedo, que nem sequer acabou a temporada no plantel encarnado.

Com a lesão de Fejsa no início de 2019, poucas semanas após a chegada de Bruno Lage, Samaris pegou de estaca no onze e não falhou nem mais um jogo, nem mesmo após a recuperação do sérvio - foi titular no difícil encontro em Guimarães, na 18.ª jornada e ganhou desde logo o lugar. Líder dentro do campo e no balneário, a grande segunda metade da época valeu-lhe uma renovação de contrato que com certeza não esperaria nos primeiros meses da época.

Em 1410 minutos no campeonato, divididos em 19 jogos, Samaris marcou dois golos e deu três assistências a companheiros, oferecendo ainda mais 14 passes para finalização. Rematou 13 vezes à baliza, com uma taxa de conversão de 15,4%.

OCTAVIO PASSOS/EPA

Na defesa, o grego teve 50 ações no 1.º terço do terreno, mais 44 no terço intermédio e 8 no último terço. Destacou-se no número de desarmes: 39. Em termos de comparação, Rúben Dias, que tem mais 13 jogos no campeonato que Samaris, tem um total de 44 desarmos. Dos 39 desarmes, 28 foram completos, aos quais juntou ainda 18 intercepções, 13 bloqueios de passe e mais dois a remates adversários.

Alívios foram 30, 19 deles de cabeça e 25 deles dentro da área. O internacional grego provocou ainda dois foras de jogo a adversários e recuperou qualquer coisa como 117 bolas.

Por tudo isto, a renovação de Samaris até 2023 foi festejada pelos adeptos como se de uma taça se tratasse.

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