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Os homens do título: Odysseas Vlachodimos, um grego que não larga bolas

Não falhou nenhum jogo para o campeonato, que ditou o 37.º título das contas do Benfica, e defendeu 90 remates (mais de metade deles iam aos ângulos superiores e inferiores). A Tribuna publica uma série de artigos sobre os futebolistas do Benfica que chegaram ao #37. Um por um, com estatística da Goal Point

TRIBUNA EXPRESSO E TIAGO PEREIRA SANTOS

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A camisola diz Odysseas e não Vlachodimos porque, revelou ele em tempos, é “mais fácil de pronunciar”. Descomplicar é um bom princípio para um guarda-redes. O grego, que nasceu em Estugarda e daí a dupla nacionalidade alemã, chegou esta época à Luz, não sem antes bater umas bolas com um rapaz que acenava como ninguém: “Falei com o Kostas [Mitroglou] e ele disse-me que o Benfica é um clube fantástico e que vou gostar de estar aqui”.

O que Odysseas aprendeu a gostar foi também dos dérbis lisboetas. E encantou-se pelo nosso futebol: “Na Alemanha tem de se correr mais, enquanto em Portugal é dada mais atenção à técnica”. Vlachodimos, que se formou e apareceu no Estugarda, esteve nas últimas três épocas no Panathinaikos. Nos últimos tempos, o guarda-redes grego tem sido associado a alguns emblemas europeus, nomeadamente da Premier League e da Serie A.

Gualter Fatia

De acordo com os números da Goal Point, fez os 34 jogos do Benfica no campeonato, algo que só Grimaldo e Pizzi imitaram, com um total de 137 ações defensivas no primeiro terço do terreno. Ao todo, foram 90 defesas. Ou seja, afastou o perigo em 75% dos remates enquadrados. Das tais 90 defesas que fez, 78,3% delas foram seguras (retenção da posse ou com a bola desviada para zona sem adversários). Mais: 55,6% dessas 90 bolas que defendeu iam apontadas aos ângulos inferiores e superiores.

O guarda-redes assinou 8 saídas pelo ar (todas eficazes), 15 saídas a soco (todas eficazes) e 8 saídas pelo solo, aos pés do avançado. A isso juntou ainda um desarme completo, 39 recuperações da posse bola e 29 alívios, 11 deles dentro da área, o que sugere que é um guarda-redes atento ao espaço deixado pela defesa subida. Quando a duelos aéreos, ganhou 92,3%. Odysseas defendeu um dos cinco penáltis que enfrentou.

Segundo a Goal Point, Odysseas, de 25 anos, foi um dos 16 guarda-redes na Europa que não largou nenhuma bola e um dos 18 que não registou saídas aéreas falhadas.

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