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Karaté estreia-se em Jogos Olímpicos

Todas as sextas-feiras, a Tribuna Expresso publica uma opinião em parceria com o Comité Olímpico de Portugal, sobre o universo desportivo no nosso país. Hoje, escreve Joaquim Gonçalves, diretor-técnico nacional de karaté

Joaquim Gonçalves

Francisco Paraiso

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O Karaté prepara a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, no Japão, país emblemático e de enorme significado para a modalidade com origens na “terra do sol nascente”.

A proposta do Comité Organizador dos JO Tóquio 2020 de incluir o Karaté entre as cinco novas modalidades foi o “anel” fundamental junto do Comité Olímpico Internacional para a concretização de um sonho de cerca de 10 milhões de karatecas, de mais de 130 países espalhados pelos cinco continentes.

A capital nipónica, designadamente o mítico “NIPPON BUDOKAN”, está a menos de um ano de receber o maior espetáculo desportivo mundial de KARATÉ, onde participarão apenas 80 atletas distribuídos por oito categorias, segundo critérios de qualificação muito apertados.

O Karaté nacional tem alcançado nos últimos anos extraordinários resultados a nível internacional em disciplinas de um elevadíssimo grau de participação e competitividade europeu e mundial, e apesar do difícil processo de qualificação olímpica tem no horizonte o objetivo da qualificação para os JO Tóquio 2020. Há uma química de forças vivas entre atletas, treinadores e dirigentes, alicerçada nos valores da resiliência, dedicação e capacitação de competências, capaz de romper com as adversidades colocadas no caminho da concretização deste SONHO.

Ainda muito recentemente, o Karaté nacional exultou com a obtenção de um resultado histórico, medalha de bronze na disciplina de kata por intermédio da atleta Patrícia Esparteiro, nos II Jogos Europeus, em Minsk. Esta medalha abriu uma possibilidade de qualificação…

Por outro lado, o Karaté nacional tem em perspetiva atacar estrategicamente o torneio de qualificação olímpica, a realizar entre os dias 8-10 de maio de 2020, em Paris, onde será possível qualificar diretamente os atletas com lugar de pódio.

Não será a nossa posição geográfica, menor nível de participação e competitividade, menor investimento no desporto, menor nível de condições de preparação, menor cultura desportiva, comentários derrotistas ou pessimistas, que farão diminuir a nossa AMBIÇÃO. É na base de referências racionais, criação de rede e sinergias que investimos as nossas ações, movidos pela cultura vencedora dos nossos antepassados e heróis nacionais, de forma a despertar e alavancar as melhores soluções para alcançar os objetivos individuais e coletivos.

O apoio em diversas áreas proporcionado pelo Comité Olímpico de Portugal, consagrado no Programa de Preparação Olímpica – Tóquio 2020, nomeadamente no âmbito da Psicologia, Apoio Médico, Nutrição, Deslocações, Apoio Técnico, etc., é um motor estratégico na dinâmica de preparação e participação dos nossos atletas, treinadores, dirigentes e encarregados de educação.

Esta rede sistémica, cada vez mais em evidência entre os organismos que tutelam o desporto português, é fonte de inspiração, sobretudo para quem vive mergulhado no movimento desportivo olímpico, ancorado pela paixão da CONQUISTA, o orgulho em representar PORTUGAL e o despertar pelo sentimento de LUTA por um país que merece todo o nosso ESFORÇO e SUPERAÇÃO.

É neste combate de resiliência e determinação holística que podemos perpetuar e celebrar os nossos SONHOS.

Vamos CONSEGUIR!