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Joaquim Videira

Joaquim Videira

Atleta olímpico

Muito mais do que desporto: quando o mundo pára para ver o maior evento multidesportivo

Todas as sextas-feiras, a Tribuna Expresso publica uma opinião em parceria com o Comité Olímpico de Portugal, sobre o universo desportivo no nosso país. Hoje escreve Joaquim Videira, atleta olímpico

Joaquim Videira

FABRICE COFFRINI/Getty

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De quatro em quatro anos, ou de dois em dois se consideramos os Jogos Olímpicos de Inverno, o Mundo para pelo prazer de acompanhar o maior evento multidesportivo: os Jogos Olímpicos. Bom… talvez o Mundo não pare, mas há certamente um número considerável de pessoas que, durante 16 dias, muda a sua vida para acompanhar as competições dos atletas do seu país ou de outros heróis do desporto. Todos queremos que os nossos favoritos se superem e, se possível, conquistem a tão desejada Medalha Olímpica!

Sabemos que uma performance de alto nível é o resultado de anos de preparação e do contributo de vários profissionais das diversas áreas das ciências do desporto. Mas não é para o campo de jogo que eu quero focar a atenção!

Nos Jogos Olímpicos combina-se o desporto com a educação e cultura e, para cada edição, é criado um imaginário que transforma a cidade-sede num novo lugar envolto numa espécie de magia. Este imaginário vai sendo construído ainda antes dos Jogos começarem. Nos meses que antecedem a Cerimónia de Abertura, o Comité Organizador divulga alguns elementos dos Jogos e o simbolismo dos mesmos: a marca, o lema, as medalhas, as mascotes, a Tocha Olímpica… Para além destes elementos, é acesa a Chama Olímpica em Olímpica, dando início ao Percurso da Tocha Olímpica que anuncia o evento, e é lançado o apelo à Trégua Olímpica através de uma resolução da Organização das Nações Unidas.

Durante o período dos Jogos, a cidade-sede enche-se de novas cores. Para além do colorido dos equipamentos das Missões de cada um dos países, os espaços desportivos, os transportes, a Aldeia Olímpica, os locais e monumentos mais emblemáticos da cidade são decorados para criar o aspeto visual e promover o lema escolhido pelo Comité Organizador para aquela edição dos Jogos.

A Cerimónia de Abertura é talvez o momento em que melhor se percecionam as ligações à educação e cultura. Neste espetáculo são combinados os vários elementos protocolares com um programa artístico que é um convite para descobrir a história e a cultura do país anfitrião, através da representação, música, dança, entre outros.

A primeira mascote oficial foi o cãozinho Waldi, nos Jogos de Munique 1972. Desde então, estas personagens que representam animais, figuras humanas ou outras criaturas estão presentes em todas as edições e interagem com atletas, público ou qualquer outra pessoa contribuindo para o ambiente festivo dos Jogos e para a promoção da mensagem destacada nessa edição.

Para que esta festa do desporto se possa realizar são importantes os contributos de milhares de pessoas com inúmeras funções. Gosto particularmente de referir os voluntários. Vêm de todos os pontos do planeta e, durante dos Jogos, estão em todos os lugares. São de tal forma importantes para o sucesso dos Jogos que existe um segmento da Cerimónia de Encerramento dedicado a reconhecer e agradecer o seu contributo.

O final dos jogos é assinalado pela extinção da Chama Olímpica na Cerimónia de Encerramento, mas a visão do Movimento Olímpico de construir um mundo melhor e mais pacífico através do desporto nunca se extingue e é reforçada a cada nova edição dos Jogos Olímpicos.