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Catarina Monteiro

Catarina Monteiro

Adjunta do Chefe de Missão a Tóquio 2020

Tóquio 2020: os Jogos mais condicionados da história

Todas as sextas-feiras, a Tribuna Expresso publica uma opinião em parceria com o Comité Olímpico de Portugal, sobre o universo desportivo no nosso país. Hoje escreve Catarina Monteiro, adjunta do Chefe da Missão de Portugal a Tóquio 2020

Catarina Monteiro

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O Comité Olímpico Internacional (COI), o Comité Paralímpico Internacional (CPI) e o Comité Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 (Tóquio 2020) realizaram ontem uma sessão explicativa sobre a segunda versão dos Playbooks para os Jogos de Tóquio.

O Playbook, documento que surgiu na sua primeira versão em fevereiro de 2021, é um recurso em forma de manual que descreve as responsabilidades pessoais que os principais intervenientes nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos devem assumir para desempenhar o seu papel, garantindo eventos seguros e bem-sucedidos no próximo verão.

Estes Playbooks foram criados para cada um dos grupos intervenientes nos Jogos – Atletas e Oficiais; Federações Internacionais; Imprensa; Emissores Oficiais; Parceiros de Marketing; Família Olímpica –, que terão de seguir diretrizes específicas adaptadas às suas necessidades operacionais individuais.

O conjunto de Playbooks fornece uma estrutura de princípios básicos que cada grupo terá de cumprir antes de viajar para o Japão, ao entrar no Japão, durante a estadia no Japão e ao regressar ao país de origem. Eles fornecem orientações e definem parâmetros que permitirão às pessoas e organizações avançar no devido planeamento da sua participação.

A segunda versão dos Playbooks contém mais informações e detalhes sobre as regras a cumprir, mas muito do planeamento específico permanecerá em aberto até à terceira e última atualização que sairá em junho. Após a proibição de espectadores estrangeiros, os organizadores dos Jogos anunciaram que a decisão sobre se os espectadores serão permitidos nas instalações olímpicas e paralímpicas - e, se for o caso, quantos - será tomada em junho.

Algumas das medidas mais importantes estabelecidas na segunda edição dos Playbooks incluem a exigência de dois testes COVID-19 para todos os participantes nos Jogos antes da sua ida para o Japão, testes diários para Atletas e Oficiais, testes diários por um período de três dias para todos os outros participantes após a sua chegada ao Japão e proibição de usar os transportes públicos para todos os participantes durante a sua estadia no país. Todas as partes interessadas estão ainda obrigadas a monitorizar o seu estado de saúde nos 14 dias anteriores à ida para o Japão e a detalhar, com 30 dias de antecedência, o seu plano de atividades durante os primeiros 14 dias após a entrada no Japão.

Embora a vacinação contra a COVID-19 seja fortemente recomendada, os Playbooks afirmam que não será um requisito para participar nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio. Todas as regras descritas serão aplicadas independentemente de o participante ter ou não recebido a vacina.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio estavam marcados para começar no dia 24 de julho de 2020. No final de março do ano passado, devido à pandemia do novo coronavírus, o COI e os organizadores japoneses anunciaram que o evento seria realizado um ano depois. Grande tem sido a determinação do COI em levar adiante os Jogos desde então, apesar das preocupações mundiais com a COVID-19.

Sobre a criação destes manuais, o Diretor Executivo dos Jogos Olímpicos do COI, Christophe Dubi, referiu: “Ao comprometermo-nos a seguir os Playbooks, seremos mais fortes juntos. Em troca, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 serão lembrados como um momento histórico para a humanidade, o Movimento Olímpico e todos aqueles que contribuíram para seu sucesso ”.

Da parte do Comité Olímpico de Portugal, estamos comprometidos a cumprir com a nossa parte e tornar Tóquio 2020 um evento seguro e memorável, nestes que serão os Jogos mais condicionados da história.