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Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

Ex-Diretor do Expresso

Sporting: resiliência e recuperação

O Governo podia olhar para o Sporting e perguntar como se faz. Num clube em que há três anos se vaticinava ou o fim, ou longos tempos de letárgica irrelevância conseguiu-se, com menos dinheiro e mais assertividade, dar a volta por cima

Henrique Monteiro

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Faz três anos no sábado: a Academia de Alcochete foi assaltada por um bando de mascarados, visando bater indiscriminadamente nos jogadores. Esse facto, página negra do clube que é o meu, desencadeou várias demissões nos corpos sociais, em protesto contra o então presidente. A Comissão Fiscal e Disciplinar demitiu-se e o presidente da AG foi estatutariamente obrigado a constituir uma Comissão de Fiscalização. Fui um dos cinco elementos escolhidos e, por ser o mais antigo como sócio (no critério idade, infelizmente, também), fiquei presidente.

Com o apoio inestimável de João Duque, Paulo Santos, Rita Garcia Pereira e Luís de Sousa, trabalhámos sem nada receber com um único objetivo, que decidimos na primeira reunião: devolver o Sporting aos sócios e colocar o clube no caminho que sempre trilhara. Levantámos processos a membros da antiga direção e ao presidente, que se recusava sair do Estádio e nos proibia a nós de entrar; o Conselho de Gestão criado pela Mesa da AG e presidido por Artur Torres Pereira, Sousa Cintra, Luís Marques e vários outros sportinguistas de cepa, ia tentando aguentar o clube. Até que uma AG (a segunda mais concorrida de sempre) demitiu a Direção e o presidente, por mais de 70% dos votos. Os derrotados esbracejaram e criaram organismos à margem dos estatutos, pretenderam congelar as contas bancárias do clube, e a Comunicação Social, que gosta sempre do estilo ordinarote e populista de certas personagens, dava-lhe tempo de antena, como se ele ainda fosse alguém no Sporting.

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