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Sérgio Conceição: “Joguei com grandes jogadores: Ronaldo, Vieri, Cannavaro, Buffon, Simeone e Nesta. Mas gostava de destacar o João Pinto”

"Um jogador não precisa de ser dotado tecnicamente para ser um grande jogador", defende Sérgio Conceição, referindo-se ao ex-capitão portista João Pinto, em entrevista ao magazine da UEFA, que antevê o início do FC Porto na Liga dos Campeões, terça-feira, frente ao Schalke 04

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O capitão João Pinto a levantar a Taça dos Campeões Europeus conquistada pelo FC Porto em 1987

Peter Robinson - EMPICS

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Sim, o talento é importante, mas o trabalho ainda mais. Foi isso que Sérgio Conceição disse ao magazine da UEFA, em excertos que foram reproduzidos esta quarta-feira pelo site do FC Porto, e onde o treinador destaca o ex-colega João Pinto, "um jogador que não era forte tecnicamente mas que encarnava o espírito do clube".

Recorde-se que o FC Porto começa a disputar a Liga dos Campeões desta época na terça-feira, na Alemanha, frente ao Schalke 04 (20h, TVI). No outro jogo do grupo, os turcos do Galatasary recebem os russos do Lokomotiv (20h).

Antes, esta sexta-feira, o FC Porto recebe no Dragão o Chaves, na 1ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga (20h30, SportTV1).

O grupo do FC Porto na Liga dos Campeões

“É similar ao da época passada. Vamos defrontar o campeão turco, o segundo classificado do campeonato alemão e o campeão russo. É um grupo muito equilibrado e qualquer equipa pode vencer ou terminar em último. Vai ser interessante, seguramente. As equipas têm um nível semelhante e a qualificação vai ser mais difícil devido a esse cenário."

A abordagem portista à Champions

“Não mudamos o nosso jogo consoante o adversário. Temos a nossa própria filosofia, a nossa identidade e o nosso estilo de jogo. Ainda assim, conhecer as forças e fraquezas do adversário é essencial para vencer um jogo. A estratégia tem a ver com o adversário, em certa medida, mas o mais importante é a nossa identidade.”

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Condições necessárias para o sucesso

“Os jogadores precisam antes de mais de ter qualidade, isso é fundamental. Tudo o resto pode ser trabalhado e melhorado. Porém, há mais um aspeto crucial que os jogadores não devem perder para chegar ao nível mais alto: paixão pelo jogo. Precisas de ser apaixonado pelo que fazes, sobretudo os jogadores de futebol e a sua abordagem ao treino. Quero que os meus jogadores sejam apaixonados pelo jogo.

É possível que um jogador consiga ter uma carreira graças apenas ao seu talento, mas não existem muitos casos desses na história do futebol. Existem outras caraterísticas essenciais que devem estar lado a lado com o talento para que um jogador tenha sucesso.”

Melhores companheiros de equipa

“Joguei com grandes jogadores como Ronaldo, Vieri, Cannavaro, Buffon, Simeone e Nesta. Na minha primeira passagem pelo FC Porto como jogador, gostava de destacar o João Pinto, um jogador que não era forte tecnicamente mas que encarnava o espírito do clube. Como disse antes, um jogador não precisa de ser dotado tecnicamente para ser um grande jogador. Devem ter outros atributos e o João Pinto tinha-os.”

Ídolos de infância

“Gostava muito de Diego Maradona, da forma como ele abordava o futebol, como se fosse futebol de rua, pensando sempre fora da caixa. Acho que essa é a essência do futebol. Como jogador, eu era muito rígido e disciplinado, mas o futebol também precisa de ser encarado com um pouco de irreverência e ele personificava essa irreverência. Depois, quando fui para o FC Porto aos 16 anos, passei a admirar jogadores como João Pinto, Jaime Magalhães, Fernando Gomes ou Rabah Madjer, as grandes figuras do FC Porto.”