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Oficial: Militão é do Real Madrid

Internacional brasileiro de 21 anos chega ao Santiago Bernabéu no verão a troco de 50 milhões e vai assinar contrato com o Real Madrid de Zidane até 2025

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Anadolu Agency

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O defesa do FC Porto Éder Militão vai ser jogador do Real Madrid a partir do próximo verão. O contrato será válido até 30 de junho de 2025. A transferência do defesa internacional brasileiro de 21 anos fez-se por 50 milhões de euros, o valor da cláusula de rescisão. De acordo com o "As", Militão vai receber quatro a cinco milhões de euros por ano (mais bónus).

O jogador chegou ao Olival no verão, proveniente do São Paulo, que libertou o jogador por 8,5 milhões de euros (7 milhões pelo passe e 1,5 milhões de encargos). O FCP volta a passar uma factura gorda esta temporada, depois de ter vendido Ricardo ao Leicester (20 milhões) e Diogo Dalot ao Manchester United (20 milhões).

Para além de ter vendido Martins Indi (Stoke City), Willy Bolly (Wolves) e Miguel Layún (Villarreal) até ao fecho do mercado de verão, o FCP vendeu ainda o jovem avançado português Gonçalo Paciência, que tem estado em destaque no Eintracht Frankfurt. Os cofres do clube terão recebido mais de 70 milhões de euros, que agora juntam mais 50 milhões, o valor da cláusula de rescisão que subiria até aos 75 milhões caso ninguém a acionasse até 15 de julho, explica a "Marca".

Em compras, os campeões nacionais gastaram esta época um total de 28,9 milhões de euros entre 1 de julho e 31 de dezembro, com futebolistas como Majeed Waris, Chancel Mbemba, João Pedro, Paulinho, Janko e, claro, Éder Militão.

Não é a primeira vez que os merengues vêm pescar ao viveiro da Invicta: em 1996, Carlos Secretário trocou as Antas pelo Bernabéu; em 2007, Pepe assinou com o clube de Madrid por 30 milhões de euros. Ricardo Carvalho é outro defesa ligado ao FC Porto que assinou pelo Real: foi em 2010, jogava no Chelsea,

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A época do Real Madrid tem sido desastrosa, começando pela surpresa da venda de Cristiano Ronaldo à Juventus (e a ausência da contratação de um killer). Não é uma surpresa ver notas e notas a voarem do gabinete de Florentino Pérez. É que tudo começou, tremido, com Julen Lopetegui, que saiu a mal da seleção espanhola, na véspera do arranque do Campeonato do Mundo contra Portugal. Apesar de um arranque interessante, o Real Madrid nunca inspirou muita confiança. Lopetegui muito menos. Caiu, como tantos.

Pérez chamou então Santiago Solari, um ex-futebolista do clube e treinador da Castilla. O argentino não teve vida fácil e não resistiu à semana em que perdeu duas vezes com Barcelona, sendo eliminado da Copa do Rei e ficando muito longe da liderança da La Liga, e ainda com o Ajax, que destratou completamente os madridistas no Bernabéu, com um sedutor 1-4, o número de Johan. O Real Madrid, campeão europeu nos últimos três anos, não passou dos "oitavos". Adiós, Solari.

Quando os holofotes apontavam para José Mourinho, aclamado por uma franja de Madrid, sempre apetecível para a imprensa, Florentino Pérez sentiu o pulso ao balneário e às gentes e preferiu voltar a contratar Zinedine Zidane, o obreiro do hat-trick na Champions. "Quando o presidente te liga, não podes dizer não", explicou na apresentação.

Foi admirado por ter saido na hora certa, depois da glória, adivinhando a crise. Agora, já sem poder lutar por nada, volta a ser elogiado por chegar num momento em que se pode usar a clássica expressão "do chão não passa".

Espera-se que Zizou, com a sua pacatez e mestria na liderança de futebolistas de elite, leve calma ao clube. Mas espera-se também que Florentino Pérez lhe dê um grande saco de dinheiro para escolher a equipa que magica debaixo daquela careca. Éder Militão, há muito namorado pelas primeiras páginas dos desportivos de Madrid, é o primeiro. Quem se segue? Eden Hazard? Zidane dirá.