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A reação do FC Porto à sentença dos emails. Tem “desequilíbrios, incongruências, inconsistências e erros”

Advogado dos dragões diz que “a procissão ainda está no adro”, a propósito do pagamento de uma indemnização ao Benfica de dois milhões de euros, relacionada com o caso dos emails, e admite recorrer até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

João Pedro Barros

Divulgação dos emails foi feita no programa "Universo Porto da Bancada", do Porto Canal, pelo diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques

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Nuno Brandão, advogado que representa o FC Porto no chamado processo dos emails, olha para a sentença divulgada esta sexta-feira, que condena o clube ao pagamento de uma indemnização ao Benfica de cerca de dois milhões de euros, e vê “desequilíbrios, incongruências, inconsistências e erros”. O recurso para o Tribunal da Relação já foi anunciado, mas, se necessário, pode chegar ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

“Recebemos a sentença esta manhã e ela tem alguma extensão. Numa primeira impressão, superficial, sobre o que lá consta, há pontos claramente contestáveis nos quais não nos revemos. Há desequilíbrios, incongruências, inconsistências e erros. Iremos reagir nos termos legalmente previstos, primeiro para a Relação e, se for preciso, para o Supremo Tribunal de Justiça e para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, através de uma queixa contra o Estado português”, afirmou ao Expresso.

Para o advogado, “os emails falam por si” e está “tudo em aberto”. “Estamos numa fase precoce do processo. A procissão ainda está no adro. Esta está longe de ser a última e definitiva palavra. O FC Porto está convicto de que tem a razão do seu lado e que não deveria ter uma condenação desta natureza”, resumiu.