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Sérgio Conceição: "O futebol moderno tem a ver com equipas combativas e agressividade boa que metem em cada bola que disputam"

O treinador do FC Porto que defronta, este domingo (21h, Sport TV2), o Boavista no dérbi do Bessa, contrariou o que "os líricos e românticos" dizem, vincando que uma equipa depende "da agressividade, do próprio jogo e do ritmo que o jogo consegue ter"

SIC Notícias e Tribuna Expresso

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O que espera do dérbi

"As expectativas são as melhores: fazermos um bom jogo e ganhar. O resultado é o mais importante. Esperamos um jogo difícil num dérbi histórico da cidade do Porto. O Boavista é muito competitivo, tem feito um excelente trabalho com o Lito Vidigal. Vamos fazer o melhor jogo possível para ganhar os três pontos.

Os jogos são todos especiais, todos importantes e competitivos, os momentos das equipas são pouco relevantes para o que acontece nos 90 minutos. Cabe-nos criar a história do jogo e vamos tentar que seja positiva e mais fácil do que no ano passado [vitória por 1-0, nos descontos]. Foi sofrida mas importante. É para isso que vamos trabalhar, para conseguirmos o objetivo mais importante que é o campeonato".

O Boavista que sofre poucos golos

"Temos de estar preparados para essa situação, mas não controlamos a estratégia do adversário. O Boavista é a equipa com menos golos? Isso faz parte do jogo. Não acredito que alguém prepare uma equipa para empatar, por exemplo.

Também treinei equipas que não lutavam pelo título e dava sempre atenção à parte defensiva, mas não metia em cima da linha de golo para não sofrer golos".

Quem vai jogar?

"Já me falaram de dois ou três jogadores. Isto de representar o F. C. Porto não basta ter contrato, tem de se sentir o clube. O importante não é olhar para aquele ou este e ver se tem mais uma assistência ou um golo, mas sim aquilo que me dão em termos de atitude. Tenho estes princípios. É exatamente isto que penso e que sinto e que lhes transmito."

Os líricos e os românticos

"O futebol, ao contrário do que muitos líricos e românticos dizem, não tem a ver com isso. Tem a ver com equipas combativas, agressividade boa que metem a cada bola que disputam. Nós olhamos para aquilo que é o futebol inglês, o próprio futebol na Escócia, o nosso jogo em Glasgow. O Celtic, por exemplo, foi ganhar a Roma à Lázio.

Tem a ver com essa agressividade, do próprio jogo, do ritmo que o jogo consegue ter. Depois surge o que é de outras características, o talento dos jogadores. Nós temos jogadores que podem resolver, em todos os momentos, é isso que esperamos, é isso que foi o FC Porto nestes dois anos e meio"