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Eleições no FC Porto: João Koehler acusa protocandidatos de não darem a cara e de colocarem os interesses pessoais em primeiro lugar

Empresário nortenho diz não ter reunido condições para avançar com candidatura à presidência do clube, mas acrescenta que deu a cara e a voz por discordar da gestão do FC Porto, ao contrário dos protocandidatos do costume que só sabem criticar em surdina, aponta

Isabel Paulo

João Rafael Koehler diz que não subscreveu a candidatura de Pinto da Costa - mas não diz porque não o fez

Rui Duarte Silva

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No dia em que Pinto da Costa anunciou a candidatura à presidência do FC Porto, João Koehler quebrou de vez o tabu: não vai a votos, apesar de ter garantido a recolha de “aproximadamente 4000” subscrições ao seu manifesto, lançado nas redes sociais, algumas das quais de sócios “abaixo do número 500”.

Em comunicado enviado à Tribuna Expresso, Koehler afirma que, apesar do apoio de “tanta gente anónima”, sente “não ter conseguido reunir condições” para ser candidato à presidência do FC Porto, tanto mais que “não precisa de divisões, mas sim de uma solução de consenso e unificadora”, capaz de acolher todas as sensibilidades da nação portista.

O empresário adianta ter procurado uma solução que unisse os “protagonistas da história do clube”, tendo falado com forças vivas da cidade, sócios, ex-dirigentes, autarcas do Porto, comentadores, acionistas e “até alguns que sempre se perfilam como futuros dirigentes do FC Porto”. Sem citar nomes dos protocandidatos do costume, João Koehler assegura que “ninguém quis dar a cara”, preferindo o “sentido de oportunidade tática do silêncio, colocando os seus interesses pessoais em primeiro lugar”, e só depois os do clube.

“Não deixa de ser irónico que os maiores críticos da atual SAD, rejeitando dizer alto aquilo que disseram baixo durante quatro anos (e continuam a dizer), se associam agora às listas da continuidade”, critica o candidato que não chegou a ser, acrescentando que serão “esses os primeiros a tirar o tapete ao próximo presidente na primeira vez em que precisarem de ajuda”.

João Koehler anuncia ainda que vai criar um fórum alargado de reflexão pelo futuro do FC Porto, uma plataforma digital de discussão que pode ser seguida a partir de agora no Facebook, denominada 'FC Porto com futuro”, e que pretende ser uma alternativa ao “silenciado canal do clube”.

No arranque da plataforma, o empresário apontou sete ideias para o futuro: rigor e transparência na gestão; renegociação de toda a dívida com um fundo internacional para “diminuir o serviço da dívida e libertar a caixa” e permitir mais agilidade na contratação de jogadores; promoção de jogadores da formação; novas fontes de receita através da expansão da marca FC Porto no Oriente, EUA e América do Sul; prémios de sucesso e moralização nas remunerações (variáveis consoante o sucesso desportivo); e uma equipa mais competitiva na Champions, sendo a meta estar entre as oito melhores equipas europeias.