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Casillas: “Quando tive o enfarte, estive um mês com medo de andar, dormir na cama, fazer qualquer exercício”

Iker Casillas diz que tem de ser realista quando lhe perguntam se pode voltar a jogar

Lusa

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O internacional espanhol Iker Casillas admitiu este sábado que o regresso aos relvados será difícil e considerou que "o mais importante é a saúde", lembrando que está a fazer um ano que sofreu um enfarte do miocárdio.

O guarda-redes do FC Porto, em declarações às plataformas digitais de comunicação dos 'dragões', afirmou que está à espera de que o médico lhe diga que está "100% recuperado".

"Voltar aos treinos e voltar a jogar? Não, tenho de ser realista. Importante é a saúde e recuperar. Quando tive o enfarte, há um ano, estive praticamente um mês com medo de fazer coisas, de andar, dormir na cama, fazer qualquer exercício.

Agora não, encontro-me forte e melhor do que antes, mas também tenho uma medicação, que me faz poder estar bem. O médico é que sabe se eu a tomo ou não daqui para a frente", frisou o guardião.

Para o futuro, Iker Casillas já revelou que se vai candidatar às eleições para a presidência da Real Federação Espanhola de Futebol, sem data marcada devido à pandemia da covid-19.

"Continuar no FC Porto ou mesmo na cidade? Não sei. Já informei o clube que quero candidatar-me à Federação espanhola. Mas o mais importante, agora, é a saúde. Depois de sabermos todas as consequências deste vírus, vou tomar uma decisão", disse.

Casillas recordou ainda a mudança para o 'dragão', depois ter estado toda a carreira futebolística ao serviço dos espanhóis do Real Madrid.

"O meu sonho sempre foi começar a carreira no Real e terminar lá. Mas passaram-se uma série de situações e decidi ir embora e o FC Porto estava lá. Saber que era um clube que tinha sido campeão europeu, que tinha ganho, pouco antes, a Liga Europa, pareceu-me uma boa ideia. Mas, foi uma adaptação difícil. Para quem está no mesmo sítio muito tempo, em Madrid e em Espanha, mudar é complicado. Também tive de me adaptar aos estádios, que são mais pequenos em Portugal", lembrou.

O jogador, que está afastado dos relvados desde 1 de maio do ano passado, quando sofreu um enfarte do miocárdio, abordou ainda os efeitos da pandemia da covid-19 na Europa.

"Para mim é difícil porque em Espanha a coisa está bastante difícil, em Itália também e agora no Reino Unido. Têm sido os países mais afetados por este tsunami. O foco esteve em Madrid, que é de onde sou", lamentou o guarda-redes que comparou ainda a situação com Portugal: "Portugal foi completamente diferente de Espanha, recomendam-te não sair de casa, mas podes caminhar na rua, com prudência, com precaução, então é muito diferente de como se está a viver em Espanha. Aqui em casa... paciência... é caminhar quando o dia está lindo como hoje e pouco mais".