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“Somos incómodos, porque nos levantamos contra injustiças de um país estupidamente centralizado, porque ganhamos muitas vezes contra todos”

Pinto da Costa publicou no site oficial da recandidatura à presidência do FC Porto, o "compromisso" que assume perante os sócios e garante que "este é um momento que exige mudanças

Lusa

Mark Leech/Offside

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Pinto da Costa publicou hoje, no site oficial da recandidatura à presidência do FC Porto, o "compromisso" que assume perante os sócios e garante que "este é um momento que exige mudanças".

O dirigente dos 'dragões' analisou o presente de forma dura e apontou medidas para seguir em frente de forma mais otimista, e que passam pela mudança.

"Estou disponível para voltar a protagonizá-las. Queremos continuar a ser um caso de estudo no panorama do futebol mundial, e isso implica superar deficiências nos planos financeiro, organizacional e desportivo. Além disso, impõe-se renovar os órgãos dirigentes do clube. Os objetivos serão os mesmos de sempre: ganhar, ganhar, ganhar", referiu o presidente.

Pinto da Costa salientou ainda a capacidade de formação do FC Porto e traçou a meta de colocar em funcionamento, "durante o próximo mandato, a Cidade do FC Porto".

"Apesar de várias dificuldades, nos últimos anos tivemos capacidade para formar uma extraordinária geração de jogadores, que alcançou o topo da Europa e que já começa a dar cartas ao mais alto nível. Acredito que o sucesso do FC Porto no presente e no futuro passa por muitos desses atletas, e tenho a convicção de que poderemos fazer ainda mais e melhor quando entrar em funcionamento, durante o próximo mandato, a Cidade do FC Porto, um conjunto de instalações de ponta que será muito mais do que um centro de treinos ou de estágio", apontou.

O líder do clube 'azul e branco' abordou ainda a situação financeira e traçou como meta "um maior equilíbrio".

"As conjunturas interna e externa são difíceis, e, até por isso, o próximo mandato terá de ser um tempo de maior equilíbrio entre o dinheiro que geramos e o que gastamos. Mas não consentiremos, como alguns gostariam que acontecesse, que as nossas equipas percam a competitividade que está na génese de um FC Porto vencedor", frisou o presidente.

"Não abdicaremos, por fim, de ser aquilo que somos há décadas: um clube incómodo. Somos incómodos, porque nos levantamos contra as injustiças de um país estupidamente centralizado. Somos incómodos, porque lutamos e vamos continuar a lutar pela verdade desportiva. Somos incómodos porque ganhamos muitas vezes contra tudo e contra todos. Somos incómodos, porque os que querem fazer crer que somos provincianos sabem bem que o nosso nível é internacional. O incómodo que causarmos continuará a ser uma medida do nosso sucesso", acrescentou.

As eleições no FC Porto vão acontecer em 6 e 7 de junho e contam com três listas candidaturas, encabeçadas por Pinto da Costa, Nuno Lobo e José Fernando Rio.