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Pinto da Costa: "Incompreensível que para ouvir umas piadas possam estar duas mil e tal pessoas e num estádio não possam estar 500"

Presidente do FC Porto criticou os jogos à porta fechada e deu o exemplo do espectáculo "Deixem o Pimba em Paz", com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, que esta semana levou 2 mil pessoas ao Campo Pequeno, para criticar a discrepância das autoridades na hora de lidar com o futebol

Tribuna Expresso e Lusa

JOSÉ COELHO

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Jorge Nuno Pinto da Costa considerou "ridículo" que o futebol não tenha adeptos nas bancadas quando outros espectáculos estão autorizados a receber público.

Momentos após votar para as eleições do FC Porto, que decorrem este fim de semana, o presidente do clube deu o exemplo do espectáculo "Deixem o Pimba em Paz", com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, que esta semana levou 2 mil pessoas ao Campo Pequeno, para criticar a discrepância das autoridades na hora de lidar com o futebol.

"Acho ridículo. Não têm noção. Vamos assistir a um camarote de 126 lugares ter 10 pessoas. É realmente ridículo. O Presidente da República e o primeiro-ministro estiveram no Campo Pequeno e nada disso acontece. Querem fazer do futebol uma cobaia e não têm a mínima noção do que isto é", disse o dirigente.

Pinto da Costa sublinhou que nos primeiros jogos da retoma do campeonato "foi evidente a falta de ritmo das equipas e a falta que o público faz à própria intensidade de jogo".

"Aconteceram coisas que, com estádios cheios, não teriam acontecido. Dá a sensação que estão a treinar. Acho negativo e é incompreensível que para ouvir umas piadas possam estar duas mil e tal pessoas e num estádio de 50 mil não possam estar 500", atirou ainda Pinto da Costa.