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Conceição diz que três jogadores do Famalicão deviam ter sido expulsos, que os apanha-bolas atrasam e que Pinto da Costa é o melhor

Em antevisão para o FC Porto - Marítimo (quarta-feira, 21h30), o treinador dos dragões abordou a derrota em Famalicão, analisou a mudança no número de substituições (de três para cinco) e elogiou o presidente do clube

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Apanha-bolas

"Os jogos à porta fechada fazem lembrar os de pré-época quando defrontamos equipas de segunda ou terceira divisões, onde nos vamos apercebendo que é difícil jogar contra um adversário onde não há o ambiente e atmosfera que os jogadores estão habituados há anos. Os apanha-bolas estão distanciados entre 75 a 100 metros e vejam o tempo que não se perde para repor a bola em jogo.

Os penáltis

"Há situações dentro do jogo que são mais graves que um penálti ou uma jogada do género e houve três jogadores do Famalicão que deviam ter sido expulsos no jogo contra nós. Ninguém fala disso. Vejo na imprensa escrita a pontuação dos árbitros e o nosso foi o que teve menos. Se calhar podia ter havido dois ou 3 penáltis para nós e um para o Famalicão".

A inteligência do presidente

"Pinto da Costa [reeleito para mais um mandato, no domingo] uma referência não só para nós, FC Porto, mas o futebol no mundo, tem uma inteligência fora do normal. É melhor dirigente de sempre, na minha opinião."

As cinco substituições

"Sou sempre a favor de regras que pudessem dar qualidade ao jogo, e aqui falo de frescura, da intensidade, para que o jogo sempre atrativo. Agora, a nove jornadas do fim introduzir uma nova regra não sei se será benéfico. No futuro, sim, sem dúvida, será benéfico para o futebol".

  • O FC Porto começou como se nunca tivesse partido e acabou partido sem saber como recomeçar

    Futebol nacional

    O FC Porto perdeu em Famalicão, por 2-1, e pode comprometer a liderança do campeonato que recomeçou esta quarta-feira, 87 dias depois da suspensão. Os famalicenses marcaram primeiro, num disparate de Marchesin, que pôs a bola nos pés de Fábio Martins; depois, os portistas empataram por Corona, mas não conseguiram manter a frieza necessária para concretizar a recuperação. Sofreram então segundo golo e, a doze minutos dos 90, com os músculos e os pulmões em falência técnica e o coração na boca, as possibilidades de transformarem a desvantagem em vantagem reduzir-se-iam primeiro a poucas - e a seguir a nada. Com Zé Luís e com Aboubakar e sem o providencial golo de bola parada que tantas vezes safou Sérgio Conceição, o FC Porto acabou derrotado, visivelmente cansado e abatido. Porque o amanhã pode ser madrasto. Na quinta-feira, o Benfica defronta o Tondela e desse encontro pode sair uma nova reviravolta no campeonato. Dizer que será definitiva é um exercício inútil, pois toda a gente percebeu que é capaz de dar cambalhotas frontais e à retaguarda. É uma questão de oportunidade