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Sérgio Conceição: “Faltou meter a bola na baliza. Foi um jogo ingrato. Não gosto de falar de sorte, mas, às vezes, é preciso”

O treinador do FC Porto disse, no final do empate (0-0) com o Desportivo das Aves, que apenas faltou à equipa concretizar as oportunidades que criou, porque chegou ao último terço "sempre com grande facilidade"

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JOSÉ COELHO / LUSA

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Afinal, o que faltou?

"Faltou meter a bola dentro da baliza. Fizemos um jogo acima da média, muito positivo, criámos situações por dentro, por fora, situações de bola parada, tentámos de todas as formas. Faltou a bola entrar dentro da baliza. Penso que, naquilo que foi o jogo, que os jogadores fizeram, pela atitude e vontade dos jogadores, não há nada a dizer.

Depois falta um bocado, não gosto do termo sorte, porque se criámos 15, então é necessário criarmos 30 por jogo, mas há momentos em que é preciso essa pontinha de sorte."

A análise ao jogo

"Na primeira parte tivemos situações para fazer golo, chegámos ao último terço sempre com grande facilidade porque estávamos a construir muito bem, com grande mobilidade da parte dos jogadores, para darem soluções ao homem da bola, tanto por fora como por dentro. Faltou, se calhar, sermos mais rematadores, porque até ao último terço estivemos muito bem.

Na segunda parte, fomos ainda mais incisivos, criámos 'n' ocasiões. No global, foi um jogo ingrato, a certa altura parecia tiro ao boneco, o melhor jogador foi o guarda-redes do Aves, sem dúvida nenhuma. Já estamos habituados a que as equipas mudem a sua forma de atuar estratégica contra nós. Isso não podemos controlar. Mas, com a agressividade e a ambição que o Aves demonstrou em não sofrer golos, se fosse assim o campeonato todo, tenho a certeza que ficavam na primeira liga."

O que disse aos jogadores no final?

"Estrategicamente abordámos o jogo de uma forma diferente do habitual e o jogo deu-me razão, faltou meter a bola lá dentro. A dinâmica foi boa mas as vitórias fazem-se com golos."