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Sérgio Conceição e a crítica: “Muitos dos que falam não são tão atentos, ou não entendem tanto de futebol, para chegarem onde quero chegar”

Após a vitória (2-0) frente ao Sporting que assegurou a conquista do título, o treinador do FC Porto explicou, na flash interview da Sport TV, que tudo se deveu à união e ao trabalho, aproveitando também para deixar uma espécie de recado: "Antes do jogo toda a gente é treinador e depois do jogo também, mas, durante o jogo, temos de ser nós"

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JOSE COELHO/LUSA

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O título

"Acho que a palavra certa foi a união do grupo, destes jogadores. Sem dúvida que acreditaram num momento difícil, foi um acordar depois do jogo com o Sporting de Braga, onde merecíamos outro resultado e que causou uma distância considerável para o nosso rival. Foi o acreditar no que era o trabalho, a qualidade dos jogadores e a qualidade das pessoas que os ajudam a ganhar jogos e títulos. Isso foi fundamental."

O que diria o Sérgio de hoje ao Sérgio de janeiro?

"O Sérgio de hoje dizia 'Parabéns, foste igual a ti próprio'. Disse o que tinha a dizer na altura. Se há pessoas que não gostam de perder é o nosso presidente e sou eu. Tivemos muitas dificuldades ao longo desta época, foi uma época longuíssima. Os jogadores são os grandes obreiros deste título, mas ainda temos outro a ganhar, que já merecíamos ter ganhado, que é a Taça de Portugal. Estão aqui muitos dos jogadores que a perderam.

Vamos continuar o nosso trabalho. Ganhámos dos títulos que considero ser dos mais importantes da história do FC Porto e que se deve a toda esta gente que trabalha diariamente connosco. Já agora, deixem-me dedicar isto à minha família, que sofre muito, à minha mulher e aos meus filhos, e aos meus pais. Sou apaixonado pela luta difícil que tiveram e travaram para me darem princípios que acho que são muito importantes para ter este espírito."

A Era Sérgio Conceição no FC Porto

"No que pensamos agora é desfrutar do momento e preparar bem os jogos que vêm aí, nos quais vamos ter de ser sérios, determinados e ambiciosos. Temos de dar uma resposta à imagem do que é a grandeza desta clube. A partir de agora, o jogo mais importante para nós é a final da Taça de Portugal."

Equipa manteve-se ativa no confinamento

"Por isso falo nos jogadores e no trabalho que fizeram, que é invisível para as pessoas. Para nós, não houve nenhuma paragem. Planeámos todas as semanas como se estivéssemos juntos, a trabalhar. Todas as semanas preparámos sessões por vídeoconferências, para que todos ficassem bem vivos naquilo que era o nosso objetivo. Mais uma vez digo, os grandes obreiros são os jogadores."

Há desgaste?

"Desgaste não há. A ambição é grande em conseguir mais um título este ano. Agora, no fim de um jogo que exigia o que exigiu de nós, e nunca me desculpei com ausências, estou sempre a dizer que todos são importantes, mas tendo em conta o que estava em discussão, e contra uma equipa muito bem orientada, com grande potencial, tínhamos que nos unir na estratégia.

Este jogo, não sendo espetacular, foi cheio de espetáculo dentro do plano tático. Quem esteve atento e percebe de futebol sabe o que estou a dizer. Foi fundamental a presença dos três médios, não dar referências aos centrais do Sporting, e outras dinâmicas que se foram passando que, se calhar, os mais atentos percebem, mas os menos atentos e muitos dos que falam na comunicação social, não são tão atentos ou não entendem tanto de futebol para chegarem ao ponto onde quero chegar.

Falo disto porque antes do jogo toda a gente é treinador e depois do jogo também, mas, durante o jogo, temos de ser nós."

Os adeptos

"São os adeptos que fazem a grandeza de um clube e este clube é grande, principalmente, pelos adeptos. Os que sentem verdadeiramente o clube e são apaixonados por estas cores. No fundo, são muitas vezes eles a serem o 12.º jogador. Muita gente pensa que é um chavão, mas sei do que estou a falar, vim para aqui com 16 anos. Muitos parabéns a eles e ao grupo de trabalho."