Tribuna Expresso

Perfil

FC Porto

Corpo de Intervenção da PSP teve de intervir nos festejos no Porto. Um polícia ficou ferido

Adeptos que festejavam o título do FC Porto arremessaram objetos, como garrafas e outros, contra a polícia na Avenida dos Aliados. Um agente teve de receber tratamento hospital

Lusa

RUI DUARTE SILVA

Partilhar

O Comando Metropolitano da PSP do Porto acionou durante a madrugada desta quinta-feira o Corpo de Intervenção para dispersar os adeptos que se concentraram na Avenida dos Aliados, para festejarem a conquista do 29.º título nacional de futebol.

Em declarações à Lusa, fonte das Relações Públicas da Polícia de Segurança Pública do Porto referiu que “pelo menos um polícia ficou ferido, numa mão, tendo recebido tratamento hospitalar”.

Os adeptos que insistiam em concentrar-se na Avenida dos Aliados, onde tradicionalmente se festejam os títulos do FC Porto, arremessaram objetos, como garrafas e outros, contra a polícia.

A mesma fonte disse desconhecer, no momento, se houve detenções, remetendo para mais tarde outras informações.

O FC Porto assegurou na quarta-feira a conquista do 29.º título de campeão português de futebol, ao vencer o Sporting por 2-0, no Estádio do Dragão, no Porto, no encontro de encerramento da 32.ª jornada da I Liga 2019/20.

Danilo Pereira, aos 64 minutos, e o maliano Marega, aos 90+1, selaram o triunfo do ‘onze’ de Sérgio Conceição, que, com duas rondas por disputar, passou a somar 79 pontos, contra 71 do Benfica, segundo classificado.

O presidente da Câmara Municipal do Porto disse na terça-feira não ser possível tomar medidas de prevenção em relação a possíveis festejos de adeptos do FC Porto pela conquista do título de futebol, pedindo apenas que se evitam concentrações.

"Isto não são celebrações que têm data marcada. Ao contrário de outros eventos, aqui não sabemos quando vai suceder, em que dia, em que momento. Pode ser hoje, pode ser amanhã, pode ser daqui a uma semana, duas semanas. Não é possível, nesta matéria tomar essas medidas de prevenção", afirmou Rui Moreira, em declarações à margem da apresentação da sétima da Feira do Livro do Porto.

O autarca salientava que, nesta circunstância, não era possível ter o mesmo grau de previsibilidade que houve em outras ocasiões, reiterando o apelo aos adeptos para que evitem concentrações.