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Sérgio Conceição e aquele momento em Braga: “Não dei um murro na mesa. Nos momentos difíceis é preciso que as pessoas falem”

Em longa conferência de imprensa, que serviu de antevisão ao jogo de segunda-feira (21h15, Sport TV1) contra o Moreirense, o treinador do FC Porto falou do títulos, dos jogos que faltam, da petição para Iker Casillas entrar em campo - coisa que não vai, nem pode acontecer - e das palavras que disse em janeiro, após uma derrota com o Braga

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JOSÉ COELHO/LUSA

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O último jogo é contra o Moreirense

"Vamos apanhar uma equipa que está muito confortável na tabela, uma equipa que, pelos números e pelo que vejo na sua dinâmica, é bastante consistente e sólida. Penso que nos últimos 14 jogos só tem uma derrota, isso diz bem do nível da equipa. Depois, em termos do jogo, presumo que venha uma equipa completamente fresca, motivada e tranquila, porque tem havido rotatividade, exemplo disso são os titulares que não jogaram no último jogo.

Os 100 jogos pelo FC Porto

"Tive 80 jogos muito felizes, 12 com azia, que são 12 empates, e oito em que ninguém me aturou, em que foi muito difícil. Todas as vitórias são importantes e valiosas, há umas que têm um significado diferente, claro, como a última com o Sporting, por ser a conclusão de um ciclo, mas todas as vitórias são importantes.

Título é título, é sempre muito bom, claro que houve um contexto diferente em relação aos últimos anos, devido à pandemia e a este problema mundial, acabou por ser diferente e mais cansativo. Estamos há mais de um ano a trabalhar. Mas foi gostoso como todos os outros títulos que se ganham."

Os jogos que restam na liga são de teste para a final da Taça?

"Não sou nada dessas coisas de gestão e de planear, obviamente que poderá haver uma ou outra mudança, mas terá a ver com os três jogos que faltam. Isso vai contra aquilo que sou e o rigor que tenho e ao que os meus jogadores estão habituados, não faz sentido. E, depois, os adversários merecem todo o respeito do mundo. Vamos entrar fortes, com tudo e com o espírito com que entramos sempre, com uma vontade enorme de ganhar o jogo."

O murro na mesa em janeiro, após a derrota com o Braga

"Não dei um murro na mesa, simplesmente exprimi o meu estado de espírito. Obviamente que nos momentos difíceis é preciso as pessoas falarem e perceberem o que está bem e mal. Foi isso que aconteceu. Houve momentos na época muito importantes, não só esse. Comigo e com o máximo líder do clube, o senhor presidente, houve sempre essa excelente comunicação e relação, por isso resolvemos sempre todos os problemas e conseguimos conquistar outro título. Somos campeões, mas ainda nos falta conquistar a Taça de Portugal."

Título está a ser ofuscado pelo regresso de Jesus ao Benfica?

"Antes de vir para aqui estava a ver uma notícia do sócio 4.520, salvo erro, do Carlos Sottomayor, com 96 anos, que estava na cama, muito fraco, no dia da vitória contra o Sporting, mas conseguiu levantar-se sozinho e caminhar. É uma história fabulosa. É um portista de uma força incrível, como também posso dar o exemplo do Maxi [Pereira] e da fotografia dele a festejar perto dos Aliados.

Isto para ver a força que o FC Porto tem junto das pessoas, não só neste sócio, como em jogadores que passaram por aqui, que manifestam publicamente o sentimento diferente que é representar este clube. Isso é que é de valorizar. Tudo o resto que não controlamos, como a imprensa, ou aquilo que vem cá para fora, de forma intencional ou não, não nos podem condicionar nesta nossa procura de mais três vitórias.

Desde já aproveito para dar os parabéns aos adeptos pela forma apaixonada e sentida como viveram este título. Entendo a pergunta, mas o que tenho a dizer é para olharmos para as nossas gentes e usufruir o momento."

Diogo Costa vai ter minutos na baliza?

"Nunca digo aqui a equipa, vocês sabem, os jogadores são sempre os primeiros a saber."

Vai continuar no FC Porto?

"Ainda tenho de fazer três jogos e tenho contrato, acho que essa questão não é importante neste momento. Não me apetece nada falar nessas coisas. É um estado de espírito, não me apetece."

Iker Casillas

"As pessoas que pedem isso não têm noção do que se passa. O Iker não pode jogar, penso que não há o aval médico para jogar, e depois o Iker, neste momento, não tem contrato com o FC Porto. Mas nem tem a ver com isso, até se podia fazer um contrato de um dia ou mês, tem a ver com o seu estado de saúde. Não é possível, é tão simples quanto isso, as pessoas estão mal informadas. Estão no direito de escrever o que querem, mas isso não me diz nada.

O Iker foi super importante para todos nós, é um homem do futebol, e o que lhe desejo, se se confirmar o seu regresso ao Real Madrid, é muita saúde e muita força para o novo projeto."

Fábio Vieira

"É um jovem como outros que acompanhámos durante o ano, que chamámos porque achávamos que tinha qualidade para fazer parte do plantel e, a seu tempo, tem ganhado o seu espaço. Mas falar só do Fábio, do Vítor Ferreira, do Romário [Baró], do João Mário, do Diogo Leite ou do Diogo Costa, ou Fábio Silva, temos aqui muitos miúdos que são valores seguros e vão dar muitas alegrias num futuro próximo ao FC Porto."