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Sérgio Conceição: “Confio na inteligência do Lito para não fazer algo que envergonhe o futebol português”

O treinador do FC Porto lançou o jogo contra o Marítimo, este sábado (18h30), pedindo ao seu adversário para não cair na estratégia do anti-jogo

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Octavio Passos/Getty

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O anti-jogo

“Conheço o Lito há alguns anos e para lá da inteligência que ele tem, em termos táticos também a tem e saberá fazer o seu melhor. Confio na sua inteligência para não fazer algo que envergonhe o futebol português. Somos dos campeonatos com menos tempo útil de jogo e isso é um problema que merecia outro tipo de discussão. O que eu espero é que neste tipo de situações haja coragem por parte dos árbitros, para dar 15 ou 20 minutos a mais no final do jogo. Há situações que não podemos passar por cima delas: um jogador no chão e não podemos deixar a equipa médica entrar. O árbitro é que tem de perceber. Não quero amarelos aos adversários ao minuto 90. Não vale a pena. Neste momento, quero acabar este tema como comecei.”

A receita

“Sofrer, paciência e inteligência. Vamos ter momentos em que coletivamente teremos de ser fortes. Acredito que muito do que queremos para o jogo depende da paciência para fazer o jogo e precisamos de inteligência para avaliar pontos fracos e fortes do nosso adversário. Faz parte do que é o nosso trabalho e o nosso jogo. Perceber que as equipas podem jogar mais baixo no campo e o Marítimo tem alternado a sua linha defensiva entre quatro e cinco jogadores. Cada adversário representa, no que é a sua dinâmica de jogo, um obstáculo e temos de ser pacientes e inteligentes. O ano passado dizia-se que o FC Porto tinha mais dificuldades com equipas de bloco baixo, médio-baixo. Não concordo com isso. Todas as equipas do mundo que jogam contra equipas com bloco baixo, todas terão mais dificuldade em relação ao que é um adversário mais aberto.”