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Conceição: a missão, a interpretação, a bola que “pinchava” e um “Santo Natal para o Jorge e para a família”

O treinador do FC Porto considerou justo o triunfo da sua equipa, elogiou os seus jogadores por terem cumprido o plano à risca e falou da vida em geral após mais um troféu conquistado no Dragão

MIGUEL RIOPA/Getty

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A MISSÃO

“Ganhar era cumprir a nossa missão, tentar explorar coisas no jogo do Benfica, sabendo que, numa final, contra um rival, é sempre um jogo competitivo. A bola nova dificultou, pinchava muito, como costumamos dizer na gíria, e o relvado também não ajudou muito. Sabíamos que se estivéssemos bem defensivamente e se conseguíssemos ultrapassar a primeira linha de pressão do Benfica, estaríamos perto do sucesso. Foi isso que aconteceu. Os laterais do Benfica expõem-se muito e se saíssemos por fora, conseguiríamos chegar lá à frente, Os jogadores interpretaram bem o que lhes foi pedido e tem esse mérito. Os meus médios pisaram sempre terrenos diferentes. Eu queria o Otávio de frente para o jogo e o Corona de costas para o jogo. É verdade que o Grimaldo teve ocasiões, mas foi a única que conseguiram fazer.”

OS TRÊS TROFÉUS

Este troféu já devia ter sido disputado há mais tempo, mas é merecido. Conquistámos o campeonato, a Taça e a Supertaça. Amanhã é estar um bocadinho com as famílias, pensar, refletir neste período. No dia seguinte, é pensar no Vitória de Guimarães. Foi bom, porque temos jogadores que não estão habituados a jogar jogos destes, de lágrima no olho. Ainda não estive com o Jorge, mas já lhe desejei um Santo Natal para ele e para a família”.