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“Só me interessa o que vejo no treino, mas não quer dizer que acerte sempre, hã? Não vou andar aqui armado em esperto e tal”

Sérgio Conceição lançou o jogo de terça-feira, com o Nacional, a contar para a Taça de Portugal, abordando vários temas: o estado do relvado, o mercado que fica à porta do Olival como o cão-mascote do FC Porto, a evolução do “tristonho” Taremi e o novo confinamento em função dos aumentos de casos de covid-19. “Não sei se é fácil parar a máquina do futebol, mas se decidirem assim, aceitamos e estamos preparados”

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Alex Grimm

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O RELVADO
“Sabemos que é um jogo que vale uma passagem à fase seguinte da Taça de Portugal, portanto é muito importante para nós, que queremos chegar à final. Vamos ver como está o adversário e sobretudo como está o campo, porque isso pode influenciar algumas das nossas escolhas. O relvado com o Famalicão também já estava difícil, mas gelado; o Sporting, com o Nacional, estava empapado, mas vamos ter que ser mais fortes do que isso.”

A GESTÃO DO DESGASTE
"É o que temos, temos de viajar e ir à Madeira para ganhar ao Nacional com o nosso melhor onze. O Nacional tem o quarto jogo em casa, salvo erro, mas vamos estar praticamente nas mesmas condições, à exceção desta viagem. Mas temos de ser mais fortes do que isto. Temos um grupo um bocado mais limitado por causa desta terrível pandemia, mas vamos dar uma boa resposta”.

AS SURPRESAS DO MERCADO DE TRANSFERÊNCIAS
“Não viu o mercado à porta do Olival? É porque o escondemos bem, para não se falar dele [noutra conferência de imprensa, Sérgio Conceição dissera que ‘além do cão’ que está à porta da sala de imprensa do Olival, também o mercado ficava de fora’].

AS DESLOCAÇÕES E O FURAR DA BOLHA
“A preocupação é diária, tentamos ao máximo termos essa responsabilidade máxima de perceber que nos devemos proteger a nós e aos outros. E aqui, dentro do nosso espaço, as coisas são cumpridas a 100% e alertamos os nossos jogadores que, lá fora, as normas são para ser cumpridas. Mas, o que vier, há-de vir, embora as coisas tenham corrido bem. Porque há dois perigos: o de saúde e o de ficar de fora de jogos difíceis [na sexta-feira joga com o Benfica].”

TAREMI
“Uma resposta curta: o Taremi teve o seu trajeto normal. Teve um período de adaptação e sentiu que, no Rio Ave, as coisas eram diferentes daqui. E estou a falar dos momentos em que a equipa tinha a bola e os momentos em que a equipa não tinha a bola. E não estou a querer dizer que o Taremi tem de andar a jogar a defesa-central, nada disso. Mas há uma organização e um processo que ele tinha de entender, para depois poder ser decisivo dentro do último terço - e não são apenas os golos. Até nesse período que ele estava mais tristonho - e apesar de muita pressão externa para que ele jogasse -, talvez tenha sido importante ele não ter jogado logo. Se isso tivesse acontecido, talvez ele não tivesse a consistência que tem hoje. Mas como eu é que trabalho com ele diariamente, sou eu quem decide quando deve ser titular. Pouco ou nada me influencia o que vem de fora, só me interessa o que vejo no treino. Mas não quer dizer que acerte sempre, hã? Convém dizer isto, andar aqui armado em esperto e tal, não é nada disso que estou a querer dizer.”

UM JOGADOR PÓS-COVID
“Ainda ontem estava a falar com os jogadores que estão em casa [infetados com covid-19] e disse-lhes que não precisava de falar todos os dias, porque sabia exatamente o que é que eles estavam a fazer - a informação chega-me através do departamento médico e do nosso fisiologista. Agora, isto difere de jogador para jogador, e o trabalho em casa também tem de ser feito em consonância com o estado físico do jogador. Há jogadores que ficam mais debilitados e outros menos. São acompanhados diariamente, quase hora a hora. Sabemos o treino que estão a fazer em casa para que, quando regressem, estejam o mais próximo possível da forma ideal para começarem a competir.”

O NOVO CONFINAMENTO
“Não sei se vai ser possível parar esta máquina [o futebol], mas se for decidido assim, é porque tem mesmo de ser assim e vamos respeitar. Nesse caso, temos a experiência ter termos estado três meses confinados; esse período, dentro do mau, correu bem e trabalhámos muito bem, como se viu na fase final do nosso campeonato.”

TAÇA
“Treinei penáltis hoje e ontem, mas não lhe vou dizer quem são os marcadores de penáltis”.