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Conceição e o Benfica: “Foi como se tivesse ganho uma Champions, ou melhor, passado uma pré-eliminatória de uma Champions”

Falou-se de covid-19, de como os portugueses têm “de pôr a mão na consciência”, da dificuldade em planear estratégias com casos positivos de última hora, da saída de Nakajima, que era bem-educado e podia ter “complicado um bocadinho mais”, do filho Francisco Conceição, do clássico de sexta-feira - e, claro, da Taça da Liga. O Sporting - FC Porto, meia-final da competição, disputa-se terça-feira, às 19h45

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FERNANDO VELUDO/LUSA

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A CONFIANÇA
“Tenho de estar confiante. Se não estiver confiante, não venho para aqui fazer nada. O Sporting lidera o campeonato, tem muita juventude, muita ambição no jogo, uma dinâmica que faz parte do pensamento do seu treinador. É fácil de interpretar a forma como joga, mas é difícil contrariar. Também estamos preparados para qualquer mudança que possam fazer.”

COVID
“É um problema que não é só do futebol e nós em Portugal estamos a sofrer e a facilitar nesse sentido. Os jogadores são profissionais, sabemos o comportamento deles. Mas o país em si, os números que temos não são nada boas. Temos todos de meter a mão na consciência, isto não é algo que é um problema menor. É importante e difícil de ultrapassar. Todos os cuidados são poucos para nos protegermos e protegermos os outros. Estamos a facilitar. Ficaram mais três jogadores infetados e estão fora. Gostaria de contar com todos, eles não estão, vamos com os que estão. No dia a dia aqui estamos tranquilos, mas os jogadores têm uma vida fora daqui e a mensagem que passamos é a que estou a passar neste momento: têm de perceber que há uma responsabilidade grande na vivência fora daqui. Mas isto está tão difícil que mesmo com todos os cuidados os jogadores ficam afetados.”

A PREPARAÇÃO
“Não é fácil prepara o jogo nestas circunstâncias, não é, porque eu disse na conferência no final do jogo que estava dependente da zaragatoa. Até o disse com um ar brincalhão mas é isso mesmo. Quando nos dizem na véspera que não podemos contar com três elementos que fazem parte do onze fica mais difícil. Há menos tempo para preparar, mas o conhecimento dos jogadores sobre o que eu quero também é grande. Gostaria de ter mais tempo para trabalhar o jogo, mas percebemos que o calendário é apertado e nós estamos em todas as competições. Falando do clima também não é fácil, os campos de futebol não estão fáceis, é difícil para os jogadores, para a sua integridade física. No Nacional, por exemplo, estava muito pesado, difícil para os jogadores, tememos pelas lesões. E quando existe uma agressividade extrema que pode contribuir para isso. Agora com o Sporting estamos limitados, vamos para a frente com os que temos, encarar o jogo para ganhar e estar na final de sábado”.

OS JOGADORES
“Nós temos mais cinco jogos disputados em relação ao Sporting, tem sido desgastante. Quando tenho o grupo todo à disposição, ok, não há problema. Mas quando não tenho, por causa da pandemia, por causa do relvado, é diferente. Estas não são as condições ideais para jogar uma meia final da Taça da Liga”.

O CLÁSSICO
“O jogo com o Benfica já passou. Cada treinador tem a sua análise. O que vi no ambiente do rival foi como se tivesse ganho uma Champions ou passado uma pré-eliminatória de uma Champions”.

A SAÍDA DE NAKAJIMA
“Esteve aqui muito tempo connosco e teve várias oportunidades para se adaptar. Há jogadores de diferentes dimensões - talvez também eu tenha culpa nisto -, há jogadores que são grandes surpresas, outros nem por isso. O trajeto de cada um depende do caráter do jogador. O Nakajima é muito respeitador, não complica… Até devia era complicar um bocadinho, não sei se me estou a fazer entender. Não se conseguiu ambientar a um clube como o FC Porto".

AGRESSIVIDADE
“Não sou árbitro, sou alguém que anda no futebol há muitos anos. Não sei se posso falar, porque tudo o que falo aqui é azo de processo. Mas, desde sempre, se há situação de penálti, de cartão amarelo, é para apitar. A decisão não pode depender do minuto. Espero que corra bem ao João Pinheiro (árbitro), para que o jogo seja ganho pela equipa mais forte e não por um erro de arbitragem”.

SUBSTITUTOS
“Claro que já falei com quem vai substituir os jogadores ausentes. Eles sabem o que vai ser pedido”.

O FILHO FRANCISCO CONCEIÇÃO
“O apelido para mim não é importante, ainda bem que me pergunta pelo nome e não pelo apelido, senão não lhe respondia [risos]. Individualmente, a equipa B tem jogadores interessantes e há futebolistas que têm tido um bom trajeto. E se tiver de chamar o Francisco, o Manel, o António ou o Joaquim, será porque sinto que é importante para a equipa”.