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FC Porto diz que Sporting "está a cometer um atentado à saúde pública" e ameaça "repensar a participação na final four da Taça da Liga"

Em comunicado, o FC Porto diz que a "antecipação em seis dias do fim do isolamento" de dois jogadores do Sporting, que o clube garante terem tido falsos positivos à covid-19 "é um crime público" e "incompreensível por ser cometido por um clube presidido por um médico"

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Carlos Rodrigues/Getty

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O FC Porto acusa o Sporting de estar a "cometer um atentado à saúde pública" depois do clube de Alvalade anunciar que Nuno Mendes e Sporar tiveram falsos positivos e que espera ter os jogadores disponíveis para o jogo de terça-feira frente aos dragões, para a Taça da Liga.

O clube diz ainda que poderá repensar "a participação na final four da Taça da Liga" caso as autoridades não "façam cumprir a lei" e já "comunicou esta situação à Liga e à Direção-Geral da Saúde" e vai participá-la à Ordem dos Médicos.

Leia aqui o comunicado completo do FC Porto:

"No dia em que o governo comunicou um reforço das medidas de combate à propagação da covid-19, o Sporting anunciou a intenção de cometer um atentado à saúde pública.

Há apenas quatro dias, os jogadores Nuno Mendes e Sporar testaram positivo para covid-19, na sequência da realização de testes PCR, que, segundo a literatura científica, têm uma taxa de fiabilidade muito próxima dos 100%.

Esta tarde, o Sporting anunciou que os dois atletas estarão em condições de enfrentar o FC Porto já amanhã, em jogo da Taça da Liga, o que significa que não cumprirão os dez dias de isolamento que são obrigatórios para quem testou positivo para covid-19, de acordo com o protocolo da Direção-Geral da Saúde assinado pela diretora-geral Graça Freitas.

Esta antecipação em seis dias do fim do isolamento dos dois jogadores do Sporting é um crime público, inaceitável numa altura em que Portugal é líder mundial do número de novos casos de covid-19 por milhão de habitantes e numa fase em que todos os dias se bate o recorde nacional de mortes por esta doença. E é ainda mais incompreensível por ser cometido por um clube presidido por um médico.

O FC Porto comunicou esta situação à Liga e à Direção-Geral da Saúde e vai participá-la à Ordem dos Médicos, na expectativa de que as autoridades façam cumprir a lei, sob pena de ter de repensar a participação na final four da Taça da Liga, para defesa de todos os intervenientes. É uma questão de saúde pública."