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Sérgio Conceição: "É preciso rever a calendarização, principalmente para quem está na Europa. Não podemos ser carne para canhão"

Na antevisão ao jogo com o Rio Ave, Sérgio Conceição sublinhou a densidade competitiva com que o FC Porto tem lidado nas últimas semanas, pedindo mudanças nesse capítulo. O treinador do FC Porto confirmou ainda a ausência de Otávio para os próximos jogos

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MIGUEL RIOPA/Getty

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Rio Ave

“Não sabemos muito bem, com a mudança de equipa técnica. Conhecemos aquilo que tem sido padrão nas equipas do Miguel Cardoso, conhecemos individualmente os jogadores do Rio Ave e o que fizeram em termos coletivos. Não podemos controlar a estratégia deles, mas podemos controlar o que queremos para o jogo”

Jogadores infetados

“Não tem sido fácil gerir. Não só para mim como para outros treinadores, não tem sido nada fácil, por causa da densidade competitiva que temos. Vamos jogar duas vezes em 72 horas e não são as condições ideais. No final o treinador é que dá a cara, mas não é fácil. Não esquecer que temos tido nos últimos tempos muitos jogos e vamos continuar. Rio Ave agora, na quinta-feira o Belenenses. Dois dias só de recuperação e depois para descansar temos a Juventus. Como podem ver, não é fácil, vamos ter de ser muito inteligentes e criativos na abordagem aos jogos porque vai requerer o máximo de todos nós. Acho que é preciso rever a calendarização, principalmente para quem está na Europa, não podemos ser carne para canhão”

Série de bons resultados

“É uma fase em que conseguimos ganhar um jogo difícil fora, estamos na meia-final da Taça. Estamos a fazer a nossa obrigação, que é ganhar jogos, sermos competitivos, sermos uma equipa que luta até à exaustão para estarmos em todas as frentes. Isso é o que nos compete fazer. Ao longa da época a equipa tem crescido de uma forma interessante. É natural no início não fossemos tão consistentes como estamos a ser agora. Estamos bem, mas o estar bem no futebol… isto é tudo muito volátil. Estar bem é o próximo jogo”

Portugueses e a Libertadores

“Aproveito para mandar um abraço grande ao Abel e à sua equipa técnica, por conseguir ganhar uma prova importante do futebol mundial. Deixa-nos muito orgulhosos, é a demonstração inequívoca de que há qualidade cá, não só nos jogadores, mas agora também com treinadores, num mercado e num continente não muito habitual a mostrar o seu valor, o ano passado o Jorge Jesus e este ano o Abel”

Otávio

“O Otávio está fora do jogo. É uma pequena lesão muscular. Diariamente vamos ver a evolução. Penso que neste e no próximo jogo estará fora. Em relação a mim, é menos grave, porque não tenho de jogar, mas espero estar bem em breve, não tem sido nada fácil”

Taremi

“Vejo com gosto enorme porque vem dar-me razão. No sentido de ser melhor para o jogador, que é mais completo na sua ação no jogo. O jogador que correu mais em Barcelos foi o Taremi, mas não foi por isso que deixou de ser perigoso e fazer golo e às vezes as pessoas confundem. Há um trabalho de equipa que é preciso respeitar. Perante certa forma de jogar, todos são importantes em todos os momentos de jogo. Não tem a ver só com correr, tem a ver com uma boa ocupação de espaço, que é mais importante que correr, muitas vezes”

Marcano

“O Marcano tem sido integrado nos treinos, o que não acontecia há duas semanas. Agora faz parte do treino e é um passo importante para ele. Agora é sentir o conforto do jogador no trabalho diário. É uma questão de tempo. O Marcano é sempre um jogador importante no balneário, independentemente de estar a jogar ou não”

Abel e a família

“É o sentimento que vive de uma forma apaixonada o futebol. Nós vivemos o futebol dessa forma. Acredito que a disponibilidade que temos para a família não é a ideal, mas não deixo de amar os meus filhos e de dar a educação que tenho que dar e estar presente, para ser um melhor pai e um melhor marido e um melhor amigo. Mas temos de abdicar algum tempo, mas esta profissão também nos dá coisas maravilhosas. A alegria que ele estava ontem de certeza que compensa alguma falta de tempo que ele terá para a família. Há algum equilíbrio nesta apaixonante forma de estar no futebol. Mas eu compreendo as palavras do Abel, o agradecimento à família que muitas vezes sofre connosco nos nossos sucessos desportivos”