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FC Porto

Sérgio Conceição: "Depois do treino, os jogadores agarram-se ao Fortnite e à Playstation e não sei quê, não vão ver as estatísticas"

Questionado sobre o histórico de jogos complicados em casa do Marítimo, na antevisão do jogo de segunda-feira (19h, Sport TV1), o treinador do FC Porto explicou que não dá importância a estatísticas e tão pouco o fazem os jogadores: "Vocês acham que o Evanílson, o Taremi, o Francisco [Conceição] ou o Felipe Anderson vão pesquisar os resultados de há três, quatro ou 10 anos? Não cabe na cabeça de ninguém"

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Octavio Passos/Getty

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Como estão os ânimos da equipa?

"De uma forma muito realista, olhando para a nossa distância para o primeiro classificado e o principal objetivo do grupo de trabalho, que é a conquista do campeonato, e percebendo que estamos já a uma distância importante... mas isto é o futebol. Sabemos disso, ainda não jogámos, temos de ganhar o nosso jogo e depois teremos um jogo importante. O que queremos agora são os três pontos.

O jogo da Juventus foi importante, mas uma vitória isolada, depois teremos que justificar essa boa prestação na Liga dos Campeões em Turim. Foi só uma vitória contra a Juventus, importante, claro, mas nós não festejamos vitórias, festejamos títulos, e é para isso que vamos trabalhar. O grupo está completamente consciente do momento por que está a passar."

E se tivesse jogado com o 11 da Juventus contra o Boavista?

"Isso são questões passadas. Parece-me, não querendo fugir a nenhuma questão, que temos de fazer a antevisão ao jogo com o Marítimo, que merece e está numa posição que não corresponde à qualidade do grupo de trabalho. Isso para mim é que é importante, olhar para os pontos fortes e as fragilidades do adversário."

A equipa que vai escolher

"O Otávio veio de uma lesão, fez 45 minutos com o Boavista e voltou a jogar contra a Juventus, mas não está a 100%. Entre um jogador que está a 60% ou a 70%, e outro que está a 100%, se calhar é melhor o jogador que está na melhor condição física para desempenhar aquilo que quero. É só isto.

Olhando para o que é o jogo, eu defino uma estratégia, escolho o 11 de acordo com o pouco tempo de treino que temos para preparar e partir daí vamos para o jogo, que tem a sua história. Depois, cabe-me a mim enquanto treinador ir mexendo na equipa. Faz parte, não só as mexidas durante o jogo como o onze inicial, que já tive oportunidade de dizer que errei algumas vezes. Faz parte da vida dos treinadores."

O historial de dificuldades em jogos na Madeira

"Vocês acham que o Evanílson, o Taremi, o Francisco [Conceição] ou o Felipe Anderson vão pesquisar os resultados de há três, ou quatro ou há 10 anos? Isso não cabe na cabeça de ninguém. As estatísticas são estatísticas, cada jogo tem a sua história. Eu não ligo a nada disso e penso que, depois do treino, os jogadores agarram-se ao Fortnite ou à Playstation e não sei quê, e não vão ver as estatísticas.

Se calhar o Pepe ou o Sérgio Oliveira, que têm uma ligação diferente ao clube, poderão saber, agora os outros... A preparação do jogo não tem nada a ver com isso."