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FC Porto

Sérgio Conceição: "Está o jogo a decorrer e o Chelsea mete o Giroud, o Pulicic, o Thiago Silva, o Kanté, e nós metemos os nossos meninos"

Após perder (0-2) frente ao Chelsea na primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, o treinador do FC Porto falou nas flash-interviews da "TVI" e da "Eleven Sports" para sublinhar que a sua equipa "foi superior em qualidade de jogo" e que "a estratégia de jogo foi muito bem planeada, mas não perfeita"

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JOSE MANUEL VIDAL/Lusa

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"O resultado é extremamente injusto, mas o que conta são os golos que o Chelsea marcou e nós não. A equipa fez um jogo muito bom, sempre muito consistente em termos defensivos e sempre com perigo a atacar, a pressionar quando tinha de pressionar, a baixa quando tinha de baixa, os jogadores foram fantásticos naquilo que foi planeado.

O primeiro remate do Chelsea é aos 32 minutos e dá golo, continuámos, não abanámos com o golo e fomos sempre à procura de marcar golos. Na segunda parte foi praticamente a mesma coisa. Muito pouco do Chelsea na chegada ao último terço, nós a termos situações, a conseguirmos finalizar mas não a marcar golo".

"A estratégia estava definida para o Luis [Díaz] estar mais junto ao Marega e o Otávio mais por dentro. Tínhamos de segurar a nossa linha defensiva de quatro com o Corona a ajustar muitas vezes à direita. A nossa estratégia foi muito bem planeada, não foi excelente porque senão teríamos ganhado.

O Chelsea sentiu muita dificuldade connosco e estamos no intervalo, faltam 90 minutos, vamos acreditar que é possível marcar golos e reabrir esta eliminatória. Fomos superiores ao Chelsea em qualidade de jogo, mas não gosto de vitórias morais, o que conta é o resultado."

O gesto, no final, a sugerir um campo inclinado

"Somos a única equipa nos quartos-de-final que não pertence ao big five e isso sente-se um bocadinho neste tipo de jogos. O Azpilicueta fez muitas faltas e não levou um cartão amarelo. Há penálti sobre o Marega. Muitas situações, claramente, não me deixara satisfeito."

O jogo e aqueles últimos 10 minutos

"Em termos gerais, foi um jogo consistente da nossa parte, mas não fomos superiores em meter a bola dentro da baliza, que é o que conta. Acho que foi aí, nesse minuto 32, no primeiro remate à baliza, que demos possibilidade ao Chelsea de jogar algum tempo à vontade nesse terço defensivo. Sabíamos que, ao baixar o bloco, devíamos ser agressivos e não permitir que o Chelsea jogasse à vontade. Nesse momento do jogo, o Chelsea teve bola a mais.

Estamos a perder 0-2 e vamos acreditar que é possível. Antes deste jogo já tínhamos consciência do poderio do adversário, está o jogo a decorrer e mete o Giroud, o Pulicic, o Thiago Silva, o Kanté, e nós metemos os nossos meninos, o Toni, o Fábio, o Francisco, são armas diferentes. Estes pormenores fazem a diferença e hoje, em dois pormenores menos conseguidos da nossa parte, sofremos os golos."

Havia falta de opções?

"As opções são válidas, são é diferentes. No momento das trocas sofremos o golo. No início da segunda parte tiveram uma chegada à nossa baliza e até às substituições não tiveram mais. A equipa estava bem no jogo e não senti necessidade de mexer. O treinador não tem de mexer, se não acrescentar não vale a pena mexer. Se tivéssemos feito golo, se calhar nem tinha mexido.

A nossa motivação é termos 90 minutos e querermos mudar o rumo desta situação. Não há motivação extra por isto ou por aquilo, há a motivação de encararmos os quartos-de-final e dar luta para passarmos às meias-finais. O grupo está consciente disso.