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Sérgio Conceição: "Preferia estar à frente do que ir no segundo lugar a correr atrás"

O treinador do FC Porto reconheceu que "a primeira parte não foi boa" e não houve "grande espetacularidade" na vitória (1-0) contra o V. Guimarães, num jogo com menos faltas (16, seis até ao intervalo) e que fez Sérgio Conceição falar do tempo útil de jogo: "não é de um momento para o outro deixar correr o jogo, porque mesmo os próprios árbitros não estão habituados"

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Octavio Passos/Getty

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A análise ao jogo

"A primeira parte não foi boa. O nosso início de construção havia muita gente baixa, esticávamos o jogo demasiado cedo e depois perdíamos esse duelo ou a segunda bola. A equipa estava em dificuldade em controlar o jogo. A partir do momento em que retificámos algumas situações ao intervalo, o jogo teve só um sentido e tivemos oportunidades para fazer mais do que um golo.

Estivemos muito bem nas nossas saídas por fora para, depois, encontrarmos espaços dentro. Temos também de dar os parabéns ao Vitória pela sua organização defensiva nos primeiros 45 minutos, mas fomos justos vencedores, não com grande espetacularidade, mas foi justa a vitória. Podíamos ter feito mais um ou outro golo".

O que estava a falhar

"Até estávamos a chegar com alguma facilidade aos corredores laterais, mas cruzávamos a bola tínhamos um jogador na área para cinco, seis ou sete do Vitória. Devíamos segurar, circular e no fundo ter mais paciência, ligar mais o jogo até encontrarmos o tal espaço que queríamos. Depois, na definição do último passe, não fomos eficazes.

Tivemos sempre seguros defensivamente, tirando uma ocasião no início do jogo estivemos sempre atentos às saídas rápidas do Vitória. A partir do momento em que controlámos com bola, criámos cinco, seis ocasiões para fazer golo. Depois, nos lances em que acho que deve haver intervenção do VAR, não estão a cair para o nosso lado.

Estou-me a lembrar do lance final do Francisco [Conceição], há um desvio claro com o braço, acredito que o árbitro tenha dificuldade em ver, mas quem está sentado numa cadeira consegue ver logo que é penálti. Às vezes, há esta falta de critério. É muito importante que todas as equipas estejam bem.

Quando a equipa de arbitragem não está bem, há quem os ajude. Não sabemos o que se vai passar, no último lance e com uma bola na frente, não sabemos se o Vitória poderá empatar numa situação de que não estávamos à espera. Estes pontos são importantes para o nosso objetivo de ser campeão, continuamos a acreditar que é possível. É importante que toda a gente esteja bem e sóbria para a parte final do campeonato, para que seja decidido dentro das quatro linhas. E não mais do que isso".

Poucas faltas no jogo, maior tempo útil de jogo

"Se calhar, é pela informação que passam ou pela recomendação da APAF [Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol]. Não sei. Mas, lá está, quando vemos durante o jogo faltas não assinaladas para deixar correr o jogo, quando noutras alturas um encosto é logo falta, aí começa a irritar os jogadores.

Penso que tem de haver mais critério, não é de um momento para o outro deixar correr o jogo, porque mesmo os próprios árbitros não estão habituados. Temos de falar a verdade. E temos de pensar e toda a gente se tem de reunir para darmos algo mais ao futebol português. Sem dúvida que o tempo útil de jogo é um problema grande do nosso futebol".

FC Porto a quatro pontos do Sporting

"Preferia estar à frente, não me importava nada. Temos de ganhar os nossos jogos e os nossos pontos e no fim é que se fazem as contas. Este campeonato está difícil. Sinceramente, fica mais difícil ganhar jogos porque todas as equipas lutam por difernetes objetivos. Vamos olhar para nós, para o que temos de fazer e principalmente para o próximo jogo, é um chavão mas é verdade.

Temos de ir atrás do prejuízo, mas preferia estar à frente do que ir no segundo lugar a correr atrás.