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FC Porto

Sérgio Conceição: “Se fazemos uma figura destas, temos de pensar se os jogadores estão dispostos a levar com o treinador que têm”

O treinador do FC Porto foi muito crítico da exibição da equipa, após a goleada (1-5) sofrida contra o Liverpool, no Estádio do Dragão, a terceira sofrida em três anos frente a este adversário, para a Liga dos Campeões. Sérgio Conceição classificou o jogo de "muito mau" e que vai falar com o presidente, Pinto da Costa, para "analisar se os jogadores estão dispostos a ouvir a mensagem"

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Pepe não começou o jogo e a lesão de Otávio

"Primeiro, assumir aqui esta derrota pesada e assumi-la eu, como treinador que sou o principal responsável por isto. Foi um jogo para lembrar no futuro, percebendo que houve contrariedades que foram decisivas. No último momento do aquecimento, o Pepe estava muito bem, era mais um problema das costelas do que propriamente no gémeo, e recuperou da sua lesão principal, mas sofreu outra muscular.

Estava planeado e tinham dito na antevisão, que se tivesse jogar com outro jogador que não o Pepe, mas o Fábio Cardoso, que ainda não tinha minutos, que ia abordar o jogo de outra forma e não desta. Infelizmente, já não tive tempo de o fazer e tivemos de ir para dentro [de campo] com a forma que estava preparada com o Pepe.

Entretanto, pouco depois do início, Otávio também se magoou e o nosso equilíbrio no corredor central... foi importante, do lado negativo, a saída do Otávio. Depois, o primeiro remate do Liverpool dá golo, um golo mais de peladinha, aliás, os cinco golos são de treino, mas treino de descontração e não de uma equipa que está a jogar a Liga dos Campeões. Não podemos fazer nove faltas, podemos se tivermos 80% de posse de bola.

Contra uma equipa como esta, tão vertical e incisiva no jogo, sempre com os olhos postos na baliza adversária, perdas de bola em zonas proibidas... Foi muito mau, muito mau. Daí assumir a responsabilidade de não ter passado a mensagem correta. Se fazemos um jogo e uma figura destas na Liga dos Campeões, teremos muito que pensar se, realmente, os jogadores estão dispostos a levar com o treinador que têm".

O Liverpool forçou muito o erro?

"O Liverpool não mudou nada. É uma equipa muito agressiva, muito pressionante, define esses momentos quando o adversário está um bocadinho mais exposto para, depois, com os avançados e os médios, aproveitar. Mas, principalmente, fomos nós que errámos e errámos muito".

Como se reage a uma derrota destas?

"Observando aquilo que se fez de mal, falando com o presidente para analisar se, realmente, os jogadores estão dispostos a ouvir a mensagem e a fazermos aquilo que tínhamos feito até hoje. Hoje, foi muito mau".